Uma nova equipe de bombeiros militares, foi enviada para trabalhar no combate as chamas, na região de Porto Conceição, no Pantanal de Cáceres (217 km de Cuiabá). O incêndio pulou a margem do rio na segunda-feira (24) devido às rajadas de vento na região. As ações de combate envolvem o emprego de 44 militares, um avião, um helicóptero, dois caminhões-pipa, sete caminhonetes, um barco, quatro pás-carregadeiras, duas motoniveladoras, um trator e um quadriciclo, além do monitoramento remoto com satélites feito pelo Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá.
De um lado do rio, equipes do Corpo de Bombeiros realizam a construção de aceiros para confinar o fogo, enquanto do outro lado da margem outros militares fazem o contrafogo (o fogo controlado como estratégia para mudar a direção do incêndio). Ambas as equipes seguem no combate direto ao incêndio.
A região de Porto Conceição é considerada de difícil acesso. Para chegarem aos pontos de incêndio, os militares contam com apoio de embarcações e de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) para o combate.
Já em Poconé, na região da Fazenda Cambarazinho, o incêndio segue confinado na área de aceiros construída pelo Corpo de Bombeiros. No local, os militares fazem no monitoramento e trabalho de rescaldo, para evitar que o fogo ultrapasse a barreira.
O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) faz o monitoramento de todos os incêndios florestais do Estado via satélite, para orientar as equipes em campo.
A estiagem severa e baixa umidade do ar têm contribuído para a propagação das chamas e o Corpo de Bombeiros pede que a população colabore e respeite o período proibitivo. A qualquer indício de incêndio, os bombeiros orientam que a denúncia seja feita pelos números 193 ou 190.
FOCO DE CALOR
Em Mato Grosso, são 160 focos de calor registrados nesta quarta-feira (26) conforme última checagem às 16h30, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Deste total, 116 focos se concentram na Amazônia, 35 no Cerrado e 9 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
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