O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), se esquivou de comentar sobre eventual discórdia entre o governador Mauro Mendes (União Brasil), que teria resultado na aposentadoria compulsória do ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), coronel Alexandre Mendes. Durante a troca de comando para o coronel Fernando Ticono, Alexandre expôs o governador, reiterando cobranças de melhorias salarias.
Minutos depois, o governador rebateu as declarações, afirmando que não aceita pressão e que Coronel Mendes usou estrágeia errada. Neste cenário, Elizeu, que é sargento e tem base eleitoral na categoria militar, foi questionado se a demissão teria relação com as cobranças rotineiras que teriam sido feitas. Ele, porém, não quis comentar.
"Eu prefiro não manifestar sobre o assunto. Já temos outros comandante-geral da Polícia Militar, já está fazendo uma aproximação da classe com o parlamento, com todas as Forças de Segurança, inclusive, a Segurança Pública, junto ao Governo. Acredito que o coronel Mendes deu a sua contribuição para a PM, como um oficial de carreira e comandante também deu a sua contribuição e prefiro não entrar numa seara de discórdia, que possa ter ocorrido entre Governo e ex-comandante", disse Elizeu, nesta quarta-feira
Questionado novamente se teria sido um erro do coronel Mendes em cobrar o governador perante toda a tropa na troca de comando, Elizeu salientou que a conversa poderia ter sido tratada internamente. Também ressaltou que a categoria havia repassado um estudo ao ex-comandante, solicitando a equiparação de salário com a Polícia Judiciária Civil (PJC) para articulação com o governador.
"Ele poderia ter cobrado durante o seu período de gestão. Se foi cobrado, a gente não tem ciência. A parte do deputado Elizeu, com as associações foi feita, foi feita audiências públicas, foi feito estudo de equiparação com a Polícia Civil, esse documento foi entregue ao Coronel Mendes, que ficou de fazer o protocolo e o diálogo com o Governo do Estado", completou.
Por fim, Elizeu ponderou, que, de fato, existe uma defasagem salarial, que força muitos militares a realizarem jornadas extras. Ele ainda criticou o presidente da República Lula (PT), pela alta do dólar e aumento da inflação, culminando com a redução do poder de compra, afetando também os policiais.
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