Uma atendente do McDonald foi encurralada contra a parede e teve o seio apalpado por um segurança que trabalhava no mesmo restaurante, em Cuiabá. O crime de assédio sexual ocorreu no salão inferior do estabelecimento, no momento em que a funcionária realizava a limpeza e o recolhimento de bandejas. A empresa responsável pela franquia foi condenada pela 9ª Vara do Trabalho de Cuiabá a pagar R$ 25 mil em indenizações à vítima.
Após sofrer o ataque, a trabalhadora procurou imediatamente a chefia da loja para denunciar a agressão. Em vez de acionar a polícia, o gerente do restaurante tentou abafar a situação, afirmou que o caso seria tratado de forma "internamente" e exigiu que ela mantivesse silêncio, alegando que a acusação era grave e difícil de ser provada. Logo após relatar o crime, a atendente acabou transferida de unidade pela empresa.
Franquia escondeu imagens de câmeras da Justiça
Em audiência, o representante do McDonald's negou o assédio, mas admitiu que a denúncia foi feita e que o local possuía câmeras de monitoramento. A defesa alegou que analisou os vídeos internamente e afastou o segurança, mas se recusou a apresentar as gravações em juízo.
Diante da ocultação das imagens, o juiz Wanderley Piano aplicou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para validar o depoimento da vítima e condenar a rede de fast-food em R$ 20 mil pelo dano moral sexual.
O magistrado destacou na sentença que o empregador tem o dever legal de garantir um ambiente de trabalho livre de abusos e condutas ofensivas. A decisão citou normas da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para reforçar que a violência psicológica e sexual no emprego deve ser rigorosamente punida pelos órgãos de controle.


