Júlio diz que Mauro Mendes pode ficar sem candidatura se não apoiar Jayme Campos
Fonte: Da Redação 03/06/2026 ás 12:47:19 123 visualizações

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou nesta quarta-feira (03.06) que o ex-governador Mauro Mendes (União) corre o risco de não ter sua candidatura ao Senado homologada pelo União Brasil caso trabalhe contra o projeto do senador Jayme Campos (União) para disputar o Governo de Mato Grosso em 2026. Segundo o parlamentar, o grupo político ligado a Jayme possui maioria entre os convencionais da sigla e terá papel decisivo nas definições partidárias.

Durante entrevista à imprensa, Júlio declarou que Mauro Mendes precisará do apoio dos mesmos convencionais que defendem a candidatura própria de Jayme para garantir espaço na chapa majoritária. "Para o Mauro Mendes ser candidato ao Senado, ele tem que ter os nossos votos. Os 35 convencionais que defendem a candidatura própria do Jayme Campos", afirmou.

O deputado foi além ao comentar um eventual cenário em que Mauro apoie outro projeto para a sucessão estadual, especialmente uma candidatura ligada ao ex-vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

"Se ele insistir em querer prejudicar a candidatura do Jayme Campos, ele não vai ser o candidato ao Senado do União Brasil. Nós vamos derrotá-lo na convenção e vai ter outro candidato dentro do partido", declarou.

A declaração ocorre em meio às articulações para a formação da chapa que disputará o Governo do Estado e o Senado em outubro de 2026. Embora Mauro Mendes seja apontado como principal nome do grupo governista para o Senado, Jayme Campos mantém a pré-candidatura ao Palácio Paiaguás e conta com apoio expressivo dentro da estrutura partidária do União Brasil.

Após mandar o recado ao ex-governador, Júlio procurou demonstrar confiança na força política do grupo liderado por Jayme dentro da legenda. Segundo ele, dos 52 convencionais aptos a participar da convenção estadual do partido, 35 estariam alinhados ao projeto de candidatura própria ao governo.

De acordo com o parlamentar, esse cenário garante vantagem ao grupo nas discussões internas e nas futuras deliberações sobre a formação da chapa majoritária. "A disputa interna é controlada. Nós não queríamos que tivesse essa disputa porque qualquer disputa radicaliza o processo", afirmou.

Júlio explicou que o União Brasil realizará sua própria convenção partidária antes das definições da federação formada com o Progressistas (PP). Segundo ele, cada partido precisa homologar seus candidatos internamente antes que a federação faça as composições eleitorais.

"O União Brasil faz a sua convenção e o Progressistas faz a dele. O partido até agora só tem previsto um pré-candidato ao Governo, que é o senador Jayme Campos, um pré-candidato ao Senado, que é o ex-governador Mauro Mendes, além das chapas proporcionais", declarou.

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