O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), acredita que o pedido de autorização de empréstimo de R$ 1,5 bilhão apresentado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para construção de casas populares terá amplo apoio, mas só será avaliado em agosto, após o recesso parlamentar. Em visita à sede do e entrevista ao Rdtv Cast, reafirmou que a aplicação deve ficar para o próximo gestor, que será eleito em outubro, diante dos trâmites burocráticos de liberação dos recursos junto à Caixa Econômica Federal (CEF).
"Tem todas as condições [de ser votado neste ano], eu acredito que vote este ano sim, o deputado Lúdio [Cabral, do PT], um deputado bastante estudioso, pediu algumas informações, então está dependendo dessas informações e após o recesso, a gente vai estar debatendo esse projeto, mesmo no período eleitoral não tem dificuldade, para que esse ano aprovado possa ser implementado. Eu não acredito que seja implementado e gaste esse ano, acho que vai ficar para o próximo, mesmo aprovando esse ano", disse Max Russi, destacando que a Assembleia vai fiscalizar a aplicação.
Antes mesmo de chegar ao plenário, a proposta sofreu uma alteração. Por meio de uma emenda, assinada pelas lideranças partidárias da Casa, os parlamentares incluíram no texto a obrigação de que o valor repassado pela Caixa seja integralmente aplicado em moradias populares. A emenda de redação já foi aprovada pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária do Legislativo.
Na justificativa da emenda, que acrescenta um artigo à mensagem, os deputados destacam que embora a finalidade do recurso tenha sido amplamente divulgada pelo Executivo, ela não foi devidamente incorporada ao texto enviado aos deputados. O empréstimo visa repor a perda de arrecadação causada pelo fim do chamado Fethab II, taxa adicional que era feita pelos produtores rurais de Mato Grosso ao Estado.


