Convencionais do União Brasil, partido federado com o PP, estariam recebendo "propostas indecorosas" para votar contra a pré-candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Governo de Mato Grosso durante a convenção da legenda, marcada para o dia 30 de julho. A denúncia foi feita pelo deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), irmão de Jayme e principal defensor de sua candidatura ao Palácio Paiaguás.
Jayme Campos disputa a indicação da federação contra o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado. Presidente estadual do União Brasil, Mauro articula para que o partido apoie a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado.
"Há um projeto de candidatura própria, que é o do senador Jayme Campos, e outro projeto, de uma possível coligação com o Republicanos, que é o do ex-governador Mauro Mendes. Os convencionais irão decidir, democraticamente e por voto secreto, entre as duas propostas. Estamos confiantes de que teremos maioria absoluta nessa votação. Agora, você sabe como é: daqui até o dia 30, muitas águas podem correr por baixo da ponte. Mas acreditamos que a grande maioria dos militantes e filiados convencionais são pessoas dignas e honradas, que não vão aceitar propostas indecorosas feitas por determinados empresários que têm grandes interesses no Governo de Mato Grosso", afirmou Júlio Campos.
O parlamentar também disse que emissários já estariam procurando integrantes da convenção. "Alguns emissários já estão chegando a determinados convencionais do partido oferecendo coisas. Estamos patrulhando isso, porque é um fato grave. Se necessário, vamos acionar o Ministério Público Eleitoral para acompanhar de perto essa situação", declarou.
Dos 50 convencionais do União Brasil, 48 estão aptos a votar, segundo Júlio Campos. Ele afirmou acreditar que pelo menos 35 deles devem apoiar a tese da candidatura própria, favorecendo o projeto de Jayme Campos.
Na tentativa de viabilizar uma aliança, Jayme Campos e Otaviano Pivetta se reuniram no último sábado (11). No entanto, nenhum dos dois recuou da intenção de disputar o Governo do Estado. Novas conversas devem ocorrer nos próximos dias, antes da convenção partidária.


