O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou, em entrevista ao , quando também concedeu entrevista ao Rdtv Cast, que não foi sua gestão determinou e iniciou a cobrança da taxa de entrada no valor de R$ 20 no Aquário Municipal Justino Malheiros, na Capital, conforme declarado pelo atual prefeito, Abilio Brunini (PL), sendo que este último garantiu a entrada gratuita no ponto turístico por quatro anos. “Eu entreguei o aquário. Agora, a gestão dele é do atual prefeito [Abilio]”, disparou Emanuel.
O ex-gestor da Capital frisou ainda que a entrega do aquário não estava em seu plano de governo, mas sim “no carinho e no respeito pela população de Cuiabá". Para ele, local deve ser subsidiado pela prefeitura, porque é cultura, é entretenimento e é história.
Quanto a polêmica sobre a cobrança de entrada no ponto turístico, Emanuel rebateu as afirmações de Abilio dizendo que, entre os meses de julho e agosto de 2024, ele, à época prefeito, teria encaminhado um pedido de concessão, con intuito de organizar o funcionamento, mas que ele foi rejeitado pela Câmara.
“Eu ia fazer um modelo de concessão subsidiado, certo? Porque desde o primeiro momento, eu sempre defendi o estacionamento, que eu mandei construir com 130 barcas, mais ou menos, 140 barcas. E a visitação ao Aquário Municipal, que devem ser gratuitas”, disse.
Além disso, Emanuel salientou que apenas entregou o aquário e que a responsabilidade de definir o modelo de gestão do ponto turístico é da equipe de Abilio e não dele. “A gestão não estava mais sob meu comando. Eles começaram cobrando e voltaram atrás e liberaram, ainda bem. Acho que ele [Abilio] não sabia, não sei, ou o secretário não sabia, ou sabia, não sei o que aconteceu”, declarou.
Concessão do entorno
Nesta segunda, Abilio anunciou que o Aquário Municipal Justino Malheiros deve permanecer com entrada gratuita durante os próximos quatro anos. Conforme o liberal será mantida a gratuidade do estacionamento em frente ao aquário, mas ele irá abrir licitação para empresas interessadas em montar restaurantes no entorno e em alocar o Museu do Rio Cuiabá.
“Do lado do aquário existe o Museu do Rio Cuiabá, com diversos espaços. Nós vamos fazer chamamento público para quem quer alocar o Museu do Rio. Nós vamos privatizar as ações no entorno do aquário. Os licenciamentos para o pessoal vender mercadorias, insumos e tudo o mais (...) que estavam no projeto inicial, inclusive aprovado. Então, nós não vamos privatizar o aquário”, disse Abilio.
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