Apresidente do União Brasil em Cuiabá, deputada federal Gisela Simona, rebateu a declaração do seu colega de bancada federal Abilio Brunini (PL) sobre o crime organizado estar se movimentando para influenciar as eleições municipais em Cuiabá e, posteriormente, obter êxito em 2026, quando estará em disputa a cadeira de governador de Mato Grosso. Segundo ela, Abilio perdeu a oportunidade de ser efetivo quando votou para tirar da cadeia o ex-deputado federal, Chiquinho Brazão, suspeito de ser mandante do assassinato da vereador pelo Psol do Marielle Franco, ocorrido em 2018.
“Quem é Abilio para falar de combate ao crime organizado e a violência neste país depois de ter votado para tirar da cadeia o deputado Chico Brazão? Membro de organização criminosa no Rio de Janeiro e acusado de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle, uma mulher negra assassinada covardemente porque combatia o crime organizado. Portanto, ele faz um discurso de um lado, mas na verdade, quando teve a oportunidade de manter preso um membro do alto escalão de uma organização criminosa, ficou do lado do criminoso, para soltá-lo e não para mantê-lo preso”, disse Gisela à imprensa.
A Operação Ragnatela foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (Ficco), na manhã de quarta-feira (5), contra facções criminosas em Mato Grosso. Entre os alvos, está o vereador por Cuiabá Paulo Henrique (MDB) e servidores públicos.
Na declaração, Abilio diz que o crime está dominando o Estado de Mato grosso e que já se espalha por diversos segmentos. O parlamentar afirma que o crime organizado estaria inclusive se preparando para filiar pré-candidatos no partido União Brasil, que tem como presidente estadual o governador Mauro Mendes.
“O crime organizado vai trabalhar para influenciar nas eleições municipais e decidir o prefeito de Cuiabá. E depois o governador do Estado. Não tenho dúvida que estão trabalhando neste sentido. O crime organizado estava se preparando para filiar pré-candidatos a vereador em Cuiabá no União Brasil", disparou Abilio.
Gisela diz que Abilio deveria dar exemplo no Congresso votando contra criminosos e para que eles permaneçam presos.
“Então o Abílio deveria descer do palanque, dar exemplo, votar para que os criminosos permanecessem na cadeia. Ele, assim, ajudaria de verdade a segurança pública no brasil. Ao contrário do Abílio, eu votei para que o deputado, mandante de assassinato de uma mulher permanecesse preso. E também expulsei de imediato do União Brasil um filiado que se aliou ao crime organizado. O combate ao crime precisa de atitude e não de palanque eleitoral”, pontuou a deputada.
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