Mato Grosso iniciou nesta quarta-feira (01.07) o período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. A medida, que segue até 30 de novembro, ocorre em um momento de preocupação com a estiagem, já que o Estado poderá enfrentar uma seca mais intensa no segundo semestre de 2026 em razão dos efeitos do fenômeno El Niño, condição que aumenta o risco de incêndios florestais.
A restrição está prevista no Decreto Estadual nº 2.015/2026 e proíbe o uso do fogo durante o período crítico de estiagem, marcado por altas temperaturas, baixa umidade do ar, ventos fortes e condições favoráveis à rápida propagação das chamas.
Durante a vigência do decreto, ficam suspensas as autorizações para queima controlada emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A exceção vale apenas para queimadas realizadas ou supervisionadas por órgãos públicos responsáveis por ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
Quem desrespeitar a proibição poderá responder por crime ambiental, além de sofrer sanções administrativas, como aplicação de multas e apreensão de equipamentos, conforme estabelece a legislação ambiental.
A medida integra o Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF), coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), que prevê reforço das equipes de combate, atuação de brigadistas, uso de aeronaves, viaturas, equipamentos e tecnologias de monitoramento para ampliar a capacidade de resposta em todas as regiões do Estado.
Como parte da estratégia, permanece em funcionamento a Sala de Situação Central (SSC), responsável pelo monitoramento das ocorrências durante todo o período proibitivo. Também atuarão sete Salas de Situação Descentralizadas, instaladas nos municípios-sede dos Comandos Regionais do Corpo de Bombeiros, além de uma unidade em Poconé, voltada ao atendimento da região do Pantanal.
As estruturas operam de forma integrada para acompanhar os focos de incêndio em tempo real, compartilhar informações estratégicas, otimizar o emprego de recursos e agilizar a resposta das equipes, especialmente em áreas de difícil acesso.
Em caso de queimadas irregulares ou focos de incêndio, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Polícia Militar pelo 190.


