Adolescente é apreendido com munições após ameaças de massacre em escola de Mato Grosso
Fonte: Da Redação 12/09/2026 ás 21:10:36 208 visualizações

A Polícia Civil apreendeu, na manhã deste sábado (12), um adolescente de 16 anos investigado por ameaças e pelo suposto planejamento de um ataque contra uma escola estadual de Nova Brasilândia (a 200 km de Cuiabá). As investigações apontaram que o menor teria feito ameaças específicas e pesquisado conteúdos relacionados a armas, violência e ataques em instituições de ensino.

O mandado de internação provisória foi cumprido por policiais da Delegacia de Chapada dos Guimarães, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), após a apuração reunir elementos que, segundo a Polícia Civil, indicavam risco de concretização das ameaças.

As investigações começaram depois que o adolescente teria feito ameaças contra alunos da unidade escolar. Durante as diligências, os policiais apreenderam materiais e encontraram informações que apontariam para um possível planejamento de ataque, incluindo menções sobre como a ação seria realizada.

Na análise do material apreendido, os investigadores também encontraram munições e uma faca, além de pesquisas na internet sobre armas, violência e ataques ocorridos em escolas brasileiras, entre eles os massacres de Realengo, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo. Também foram identificadas buscas relacionadas a armas, violência e conteúdos de extrema crueldade.

Outro elemento considerado relevante na investigação foi um vídeo no qual o adolescente aparece acompanhando um terceiro, ainda não identificado, durante um disparo de arma de fogo. Para os investigadores, o conteúdo pode indicar que o menor tinha familiaridade e possível acesso a armamento.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela internação provisória do adolescente. A medida foi deferida pela Justiça e cumprida neste sábado.

Segundo a Polícia Civil, a decisão levou em consideração os indícios reunidos durante a investigação, a gravidade das ameaças e o risco de continuidade dos atos ou de eventual concretização da violência.

A internação provisória está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e é uma medida aplicada durante a apuração de atos infracionais, não representando, por si só, uma condenação.

A investigação continua para esclarecer a origem dos materiais apreendidos, identificar o terceiro que aparece no vídeo e verificar a extensão do suposto planejamento.

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