O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), anunciou que o governo do Estado avalia reconsiderar a aquisição do prédio do Hospital Estadual Santa Casa, que na próxima semana recebe propostas de compra até a próxima semana. A unidade é administrada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que publicou edital de venda com lances até a semana que vem. O anúncio foi recebido com surpresa, visto que o Estado havia afirmado incisivamente que não tinha condições de manter mais este hospital.
Nesta quarta-feira (20), durante visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o secretário revelou que o governo deverá fazer um lance para comprar a unidade e manter os atendimentos, diferente do discurso do próprio governador Mauro Mendes (União) há alguns meses. Para o chefe do Executivo, o melhor caminho seria o encerramento da unidade, diante dos altos custos, e encaminhar parte dos serviços oferecidos ao Hospital Central, que deve ser entregue por seu governo até o fim do ano, porém não ofertará oncologia.
À imprensa, Figueiredo anunciou a estratégia do Executivo, mas sem detalhar valores ou propostas concretas e de onde virá o dinheiro para a compra. Além da aquisição do prédio pelo Estado, outra alternativa estudada é a parceria com instituição privada para administrar o espaço.
“Na próxima segunda-feira tem um leilão programado pelo TRT. O governo do Estado acompanha esse movimento e aguarda essa resolução para ver quais medidas adotar. Quais são as possibilidades hoje? O governo vir a arrematar esse prédio ou uma outra instituição de saúde vir a arrematar esse prédio. Quem for arrematar e tocar o serviço lá, contratualize com o governo do Estado”, disse o secretário.
Caso o governo não consiga comprar o hospital centenário, o secretário explicou que empresas no interior já atuam com a modalidade de contrato em que o governo detalha quais serviços quer na unidade e a empresa gestora apresente um custo.
“Nós fazemos isso com todos os hospitais filantrópicos, com quem nós contratualizamos, da mesma forma. Nós vamos elencar aquilo que nós temos interesse de incrementar e colocar em funcionamento lá. Vamos financiar isso, como é hoje, com o Hospital Geral, com o Hospital do Câncer, com o Hospital em Nova Mutum e o Santa Casa de Rondonópolis. Qualquer instituição de saúde, se, por ventura, vier a administrar aquele ambiente, nós seremos os primeiros interessados para contratar o serviço”, adiantou.


