O porta-voz do governo da Argentina, Manuel Adorni, deixou a função nesta sexta-feira (19) por estar envolvido em um escândalo por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.
O próprio Adorni anunciou sua saída após uma reunião com o presidente argentino, Javier Milei. Ele também disse que será substituído por Adrián Ravier, que atuará como o novo porta-voz presidencial. Apesar da mudança, Adorni seguirá como chefe de Gabinete do governo Milei.
Adorni é uma das figuras mais próximas de Milei, e na semana passada admitiu ter ocultado 500 mil dólares (cerca de R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens, em um caso que o colocou na mira da Justiça e da oposição.
Ele afirmou que se tratava de economias "não declaradas" provenientes de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018. No entanto, isso contradisse declarações anteriores dadas por ele ao Congresso argentino: em abril, ele afirmou aos parlamentares que "nunca houve ocultação alguma" de seu patrimônio.
O caso é investigado pela Justiça Federal argentina junto com denúncias sobre compra e reforma de imóveis por centenas de milhares de dólares, em um escândalo que ganha um novo capítulo a cada semana.
O último desdobramento das investigações contra Adorni foi um suposto recibo de compra de roupa de cama, mesa e banho por cerca de US$ 5,6 mil (R$ 28,9 mil).


