O delegado Maurício Maciel, que comanda a Operação Lei e Ordem, afirmou que um policial civil foi ameaçado por criminosos durante diligências que buscavam elucidar o homicídio de Rogério Ricard Santos, de 44 anos. A vítima era irmão de um sargento da Polícia Militar e foi brutalmente espancada por membros do Comando Vermelho em fevereiro de 2022, no bairro 1º de Março em Cuiabá.
A ação cumpriu 10 mandados judiciais e prendeu dois alvos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No entanto, o criminoso responsável pela ameaça ao agente e outros dois comparsas ainda estão foragidos.
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (2), Maciel explicou que apesar do trabalho da Polícia Civil ser feito de forma velada, os moradores dos bairros onde as ações acontecem conseguem perceber as movimentações.
Dessa forma, quando o agente estava em diligências no bairro 1º de março para tentar encontrar testemunhas e fazer intimações referentes ao caso, um dos faccionados começou a ameaçá-lo através de mensagens no celular.
O bandido tentou aterrorizar o policial ao fazer ameaças contra sua família, a fim de evitar que as autoridades chegassem aos responsáveis pelo homicídio de Rogério. Contudo, a tentativa foi frustrada e a apuração segue em curso na DHPP.
“O trabalho da Polícia Civil é velado, muitas vezes os policiais vão em campo para colher informações. Mas, mesmo sendo trabalho velado, as pessoas percebem sobretudo quando os agentes fazem uma intimação ou tentam levantar testemunhas. Depois de realizar diligências no bairro 1º de março, o policial recebeu ameaças decorrentes dessas diligências”, explicou Maciel.
ENTENDA
Rogério Ricard Santos, 44 anos, foi morto por um desertor do Comando Vermelho que queria se ‘reabilitar’ com o grupo, segundo as investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O principal alvo, que exerce cargo de ‘disciplina’ no CV, foi preso em Campo Grande (MS), durante o cumprimento dos mandados judiciais no bojo da Operação Lei e Ordem.


