Membros de facção que mataram PM em MT são condenados a 111 anos de prisão
Fonte: Da Redação 28/01/2026 ás 20:12:35 1245 visualizações

O Tribunal do Júri de Pedra Preta (242 km de Cuiabá) condenou, nesta terça-feira (27), quatro membros de uma organização criminosa pela execução do policial militar Djalma Aparecido da Silva. Somadas, as penas dos réus chegam a 111 anos e 3 meses de reclusão, todas em regime inicial fechado.

O crime ocorreu em janeiro de 2024. Segundo as investigações, o PM foi assassinado como vingança pela morte de um criminoso conhecido como “Baby Sauro”, que morreu em um confronto anterior com o próprio policial. A facção não aceitou a baixa no grupo e passou a monitorar os passos de Djalma desde novembro de 2023, planejando o "acerto de contas".

No dia 22 de janeiro do mesmo ano, o policial foi surpreendido em frente ao Centro de Eventos da cidade e fuzilado com armas de calibre restrito, morrendo na hora.

As condenações: O Conselho de Sentença acolheu as teses do Ministério Público (MPMT), reconhecendo que o homicídio foi qualificado por motivo torpe, perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e por ser praticado contra agente de segurança. Confira as penas individuais:

Paulo Ricardo da Silva Ferreira: 33 anos, 7 meses e 20 dias;

Yan Michael Anchieta da Costa: 32 anos, 10 meses e 25 dias;

Luan da Silva Santos: 24 anos, 6 meses e 15 dias;

João Victor Procópio dos Santos: 21 anos.

Para os promotores do GAEJúri, a condenação é uma resposta firme do Estado contra a tentativa das facções de intimidar as forças de segurança. “O homicídio foi um ato de retaliação e uma tentativa de intimidar o Estado. O Júri repudiou com veemência essa prática”, destacou a promotora Nathália Moreno Pereira.

Além do homicídio, os quatro também foram condenados por integrar organização criminosa armada.

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