governador Mauro Mendes (União) defende que o Congresso faça um novo Código Penal para se adequar à realidade atual do país. Além disso, assim como outros chefes de Executivo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Mauro acredita que já passou da hora de o Congresso votar alteração que classifique membros de facções como terroristas.
“Hoje, no Brasil, o crime de terrorismo é por discriminação religiosa, de gênero. Embora sejam crimes que devem ser punidos com severidade, hoje essas facções praticam aquilo que é o verdadeiro terror”, pondera o chefe do Paiaguás, em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes.
Mauro ressalta que, todos os dias, membros de facções matam pessoas, arrancam cabeças e, muitas vezes, abrem os corpos para arrancar corações. “Usam submetralhadoras em festas, na rua, mostram a ostentação de poder. Isso é terrorismo ou não é terrorismo?”, dispara Mauro, que ressalta que os criminosos dominam comunidades inteiras por meio do uso da força e da opressão.
“Meu Deus, se isso não for terrorista, o que é? Isso é uma hipocrisia, uma anomalia da nossa legislação que precisa ser rapidamente corrigida”, defende. Perguntado por que esse tipo de tema não avança no Congresso, o governador lamenta o cenário e constata que não há vontade dos congressistas em apreciar essas questões.
Mauro também critica a postura do governo federal que, na sua ótica, está muito aquém nas ações contra narcotraficantes e o crime organizado. Para ele, se não houver uma reorganização urgente de todo o sistema, será impossível vencer essa guerra e evitar que episódios como a megaoperação no Rio, que terminou com mais de 120 mortos, voltem a ocorrer.
Para Mauro, o governador Cláudio Castro (PL) foi corajoso e atuou seguindo os anseios da sociedade, que clama por segurança. “Temos que reorganizar o nosso sistema punitivo para restabelecer o medo e o respeito pelas leis no país. Bandido não respeita as nossas leis, não respeita a polícia, não está nem aí para as penas que são aplicadas, porque sabem que rapidamente vão sair da cadeia.”


