Com o feminicídio da professora Lucieni Naves Corrêa, de 51 anos, ocorrido nesta semana em Cuiabá, Mato Grosso alcançou a marca de quatro feminicídios registrados apenas entre janeiro e fevereiro de 2026, número que iguala o total contabilizado no mesmo período de 2025, mesmo com oito dias restantes para o fim do mês. Do total de vítimas, três possuíam medidas protetivas contra o autor do crime.
Lucieni foi morta a tiros dentro de casa, na última segunda-feira (16), pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, de 61 anos. A vítima possuía medida protetiva de urgência e, segundo familiares, vinha sendo ameaçada com frequência.
O caso gerou controvérsia após as filhas afirmarem que a professora teria acionado o botão do pânico, sem receber atendimento a tempo. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) nega o acionamento.
Após o crime, o agressor foi morto por um policial à paisana quando tentava ir até a casa de uma das filhas da vítima, que também teria sido ameaçada.


