O ex-prefeito por Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) apresentou uma denúncia contra o vereador Dilemário Alencar (União) junto à CPI do Estacionamento Rotativo para que apure "possível invasão e/ou apropriação irregular de área do Mercado Municipal Miguel Sutil pelo Sindicato dos Bancários do estado de Mato Grosso durante a gestão do ex-presidente Dilemário Alencar (1992/1988), seus antecessores e sucessores".
Procurado pelo , Dilemário rechaça veementemente à acusação. "Mais uma cortina de fumaça para tentar encobrir esse contrato escandaloso que ele [Emanuel] fez com a CS Mobi, onde a empresa vai receber R$ 650 milhões para executar obras que custam pouco mais de R$ 140 milhões”, dispara o parlamentar.
Emanuel, por sua vez, garante ter verificado indícios que corraboram com a denúncia anônima que recebeu e, por isso, resolveu apresentar à CPI. Ele alega que, embora distintos aos fatos que já estão sendo apurados pela Comissão, eles possuem relação direta com o objeto principal, por isso, podem ser investigados. “O assunto é conexo e há indícios de possível lesão ao patrimônio público”, ressalta Emanuel em entrevista ao portal.
Ainda segundo ele, uma denúncia anônima aponta que cerca de 100 metros quadrados teriam sido apropriados e são ‘colados’ ao sindicato. Área, segundo o ex-prefeito, estaria sendo utilizada como canteiro de obras, pela empresa responsável pela construção do novo mercado municipal, após celebração de contrato de comodato firmado com o sindicato.
Dilemário assevera que as acusações não procedem e, que à época dos fatos narrados na denúncia anônima, local era da associação dos bancários e não do sindicato. Parlamentar desafia ainda Emanuel a procurar o MPE e revela que ele próprio vai encaminhar os documentos recebidos para o procurador geral de Justiça Rodrigo Fonseca. O ex-prefeito também promete acionar o MPE, possivelmente nesta quarta (09) após receber novos documentos.
Procurado, o presidente da CPI Rafael Ranalli (PL) confirma que recebeu a denúncia, mas que ainda não teve tempo de analisar o caso. Ele ressalta que deve ser reunir com Maysa Leão, também membro da CPI, para debater o assunto e que, em breve, a CPI irá se posicionar.
Fim das investigações
Após ouvir o depoimento de Emanuel, Dilemário, que é relator da CPI, afirma não ter dúvidas de que há indícios de atos de improbidade cometidos por Emanuel. Vereador deve defender o encerramento dos trabalhos e o indiciamento do emedebista. “Emanuel ficou nervoso [no depoimento] e, para se esquivar, começou a atirar não só em mim, mas em todos os vereadores. Deixou claro na CPI que agiu fortemente para beneficiar a concessionária”, opina Dilemário.
Ele ressalta que o ex-prefeito não poderia ter celebrado um aditivo para que a CS Mobi pudesse fazer bloqueio do FPM da prefeitura porque havia um parecer contrário da procuradoria. E ressalta que situação dez com que empresa “abocanhasse” R$ 8,6 milhões da prefeitura.
Comissão Parlamentar de Inquérito investiga o contrato do estacionamento rotativo e do Mercado Municipal.
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