A ex-esposa do empresário Idirley Alves Pacheco, 40 anos, preso pelo assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, 46 anos, contou em depoimento à Polícia Civil que tinha um envolvimento amoroso com a vítima. A informação foi confirmada pelo delegado Caio Albuquerque nesta quarta-feira (15). Everton foi assassinado a tiros na última quinta-feira (10), em Cuiabá.
Conforme o delegado, a mulher relatou que, inicialmente, Everton se ofereceu para ajudar na partilha de bens do casal. Entretanto, os dois acabaram se aproximando nos últimos dias.
“Segundo ela, há cerca de um mês que a vítima aparece no contexto familiar. Ele é uma pessoa que foi apresentada por vínculos religiosos. Depois ele se dispõe a auxiliar na separação do casal. Só que nos últimos dias, já neste mês, há essa aproximação mais íntima dos dois", detalhou Caio Albuquerque.
Ela também relatou que o ex-marido não sabia desse vínculo entre os dois. Ainda segundo o delegado, ela relatou que vivia em relacionamento abusivo com Idirley.
“Ela relatou que desde o início do casamento vive em um relacionamento opressor, que o ex-marido não deixava ela trabalhar ou estudar. Que são comportamentos usuais nessa situação de violência doméstica e familiar em que o homem não permite que a mulher tenha uma vida própria. [...] Ela não estava mais resistindo e decidiu pôr fim ao casamento, e falou isso pra ele”, contou o delegado em entrevista ao programa Cadeia Neles, da TV Vila Real.
Ela também disse que no começo de julho, recebeu uma ligação do ex-marido alegando que ele teria sido roubado e abandonado em um lugar ermo. Ele solicitou que ela fosse até o local, mas ela ficou com medo de ser uma armadilha e pediu para que um parente fosse em seu lugar e acionou as forças de segurança.
“Ela diz que acionou a polícia e o corpo de bombeiros e apresentou as ligações que fez a esses órgãos. Ela não foi a esse local e mandou um familiar. Ela fala que não tinha nenhum sinal de lesão, que ele fala que levou uma coronhada, mas não viu nada disso, e que não foi subtraído quase nenhum pertence dele. Ela também fala que não foi feito nenhum boletim de ocorrência por parte do acusado de roubo. Com isso, neste mesmo dia ela vai à Delegacia da Mulher e registra uma medida protetiva”, explicou.


