O racha dentro do campo bolsonarista em Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (6). A deputada federal Coronel Fernanda (PL) reagiu às críticas feitas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), à aliança construída em torno da candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, unindo-se ao grupo do MDB, e afirmou que não aceita ser colocada no mesmo grupo daqueles que chamou de “porcaria”.
Sem citar Abilio diretamente, Fernanda detonou o gestor, que, um dia depois da convenção emedebista, na qual a liberal estava presente, disse que o grupo estava composto por “porcarias” e, por isso, não se uniria, mesmo sob imposição.
Na gravação, a deputada afirmou que a presença dela na convenção do MDB, foi uma decisão estratégica para ampliar o número de partidos em torno do projeto político que pretende eleger Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
“Eu estava lá. Eu não sou porcaria. Nunca fui porcaria e nunca serei. Eu tenho um nome a zelar. Eu tenho uma história para defender. E sempre me posicionei de forma clara e contínua. Não dou recado”, afirmou.
Ao endurecer o tom das críticas, Fernanda afirmou que não se arrepende de ter participado do palanque do MDB e devolveu a crítica para Abilio e o grupo governista que ele defende: Otaviano Pivetta (Republicanos) e Fábio Garcia (União), diante da operação Heritage, da Polícia Federal.
“Eu quero dizer o seguinte, para quem falou que eu sou porcaria, porcaria estava do lado de lá e não do lado onde eu estou. Cada um responde pelos seus atos”, disparou.
A deputada ainda afirmou que não pretende mudar seu posicionamento por conta das críticas e que continuará trabalhando para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Eu trabalho para fazer com que o PT, o governo de esquerda, não continue no Brasil. E para isso, eu preciso de forças. Se as pessoas não entenderam isso, eu peço perdão. Mas a minha única intenção é fazer o Flávio ser o mais votado no Estado de Mato Grosso”, declarou.
Operação Heritage
A operação investiga suspeitas relacionadas a um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com apuração sobre a possível utilização de estruturas financeiras para desviar e ocultar recursos. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou no cumprimento de mandados em diferentes estados.
Ao mencionar o contexto, Fernanda reforçou a defesa de sua escolha política e afirmou que não se preocupa com as críticas recebidas.
“Eu não me preocupo com críticas. Eu me preocupo com o meu Brasil”, afirmou.


