Panos quentes e água morna. A CBF decidiu manter a discrição e evitar o conflito com o Santos na guerra de narrativas que se tornou a lesão na panturrilha direita de Neymar. Por mais que o incômodo seja evidente nos bastidores, veio de cima a decisão de deixar o assunto para trás e focar na recuperação do jogador para a Copa do Mundo.
Não é de hoje que a Confederação Brasileira de Futebol está insatisfeita com o ruído de informação em tudo que gira em torno do camisa 10 vindo de seu clube. O ruído na mensagem passada após exame realizado no dia 18, por sua vez, ficou escancarado nos bastidores já a partir do dia seguinte, e a CBF recuou à espera da chegada de Neymar aos seus domínios.
A informação de lesão grau 2 já circulava desde o dia 19, mas era preciso ter seu próprio diagnóstico para debater a condução do caso. Até por isso, Rodrigo Lasmar evitou contatos mais próximos durante o período de recuperação do jogador nas dependências do Santos.
Depois do contato por vídeo prévio a convocação, o médico aguardou que Neymar chegasse à Granja Comary para seguir seus protocolos. O documento enviado pelo Santos de que o jogador tinha um problema leve e estaria apto a treinar normalmente a partir do dia 27, por sua vez, gerou desconforto que foi além dos burburinhos nos corredores da sede da entidade no Rio de Janeiro.
Se por um lado o Santos diz em nota oficial de que a CBF estava a par de todas as informações, do lado da entidade que gere o futebol brasileiro a informação é de que não houve acesso às imagens. Relatos são de que “confiaram na posição santista”.


