Com a chegada do mês de agosto, Nossa Senhora do Livramento, assim como grande parte de Mato Grosso, entra em um dos períodos mais críticos do ano em relação ao clima. A combinação entre estiagem prolongada, altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e o aumento das queimadas representa um sério risco tanto para a saúde da população quanto para o meio ambiente.
Tradicionalmente, agosto e setembro são os meses mais secos do calendário mato-grossense. Em diversas regiões do Estado, a umidade relativa do ar pode atingir índices inferiores a 20% e, em situações extremas, ficar abaixo de 12%, percentual considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como estado de alerta e de grande perigo para a saúde humana.
Além do desconforto provocado pelo calor intenso, esse cenário favorece o surgimento de doenças respiratórias, alergias, irritação nos olhos, nariz e garganta, além de aumentar significativamente o risco de incêndios florestais.
O período seco caracteriza-se pela ausência quase total de chuvas durante vários meses consecutivos. A vegetação perde sua umidade natural, rios e córregos apresentam redução no volume de água e qualquer pequena fonte de calor pode iniciar grandes incêndios.
As queimadas, além de destruírem áreas do Cerrado e do Pantanal — dois dos mais importantes biomas brasileiros — liberam enormes quantidades de fumaça e partículas finas na atmosfera. Essas partículas permanecem suspensas no ar por vários dias, sendo facilmente inaladas pela população.
Segundo o Ministério da Saúde, a fumaça contém gases tóxicos e material particulado capaz de penetrar profundamente nos pulmões, agravando doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite, rinite, enfisema e outras doenças crônicas.
Durante esse período é comum o aumento dos atendimentos nas unidades de saúde devido a sintomas como:
Tosse seca persistente;
Dor e irritação na garganta;
Nariz ressecado e com sangramentos;
Ardência nos olhos;
Ressecamento da pele;
Dor de cabeça;
Crises de rinite e sinusite;
Agravamento da asma e bronquite;
Desidratação;
Cansaço excessivo.
A Secretaria de Estado de Saúde destaca ainda que pessoas com doenças cardiovasculares também podem apresentar maior risco de complicações durante períodos de calor intenso e baixa umidade.


