O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), denunciou nessa quarta-feira (26), a compra excessiva de medicamentos feita na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Devido à falta de planejamento na aquisição dos remédios, um milhão de comprimidos de Enalapril estão próximos da data de vencimento.
Segundo o prefeito, os comprimidos foram comprados em 2023 em quantidades acima do que é usado todos os meses em todas as unidades de saúde da capital. Em contrapartida, outros medicamentos como a Dipirona, por exemplo, estão em falta. Nos últimos três meses foram destinados 308.880 unidades de Enalapril aos postos de saúde e o possível descarte de medicamentos comprova que a aquisição foi acima da necessidade de atender a demanda da população.
"A corrupção é um grande problema na compra de medicamentos, mas, a má gestão também. A Prefeitura de Cuiabá comprou na gestão anterior mais do que usa todos os meses. Sabe o que me dá raiva? É que tem 1 milhão de comprimidos Enalapril que vai vencer em dois meses mais do que consome nas unidades e falta Dipirona porque comprou errado", declarou Abilio em um vídeo publicado nas redes sociais.
A validade dos comprimidos de Enalapril, que é usado para o controle da pressão alta, termina em maio. Agora, a atual gestão está correndo para fazer a distribuição para não vencer.
"Em três meses, dispensou 300 mil unidades, uma média de 100 mil unidades por mês. Mas, ainda tem 1 milhão de comprimidos e dois meses para esses comprimidos vencerem. Em 2023 isso aqui foi comprado. E, agora, está se perdendo 1 milhão de comprimidos por conta da má gestão deste local. Não houve um planejamento para atender essa demanda. E agora, por mais que a gente esteja correndo para distribuir, por mais que a gente esteja tentando fazer permuta, a gente ainda não conseguiu distribuir todos esses comprimidos para que não vençam”, explicou.
Abilio determinou que a equipe responsável pelo estoque de medicamentos mande uma lista dos remédios disponíveis para as unidades de saúde e faça um planejamento eficiente na distribuição.
Além disso, um relatório final sobre a fiscalização dos remédios será encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para as devidas providências.
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