Era novembro de 2020 quando o Palmeiras anunciou a chegada de Abel Ferreira. Ouviu um discurso firme, confiante e com objetivo claro: conquistar títulos. E não poderia haver sinergia mais certa. Nesta terça-feira, com três anos, sete meses e 20 dias de trajetória, o português se torna o técnico mais longevo da história do clube.
– O bilhete era para ser de três ou quatro meses e estamos aqui há quase quatro anos.
– Eu já disse várias vezes: nós não andamos à procura de recordes, eles surgem de forma natural em função do trabalho que fazemos aqui.
Os números consideram desde a estreia do treinador, na vitória por 1 a 0 sobre o Bragantino, pela Copa do Brasil, no Allianz Parque. E ultrapassam a marca de Oswaldo Brandão, que esteve à frente do time por três anos, sete meses e 19 dias ao longo de cinco temporadas, entre 1971 e 1975.
A longevidade, aliás, está longe de ser o único recorde quebrado por Abel e sua comissão técnica.
Antes disso, também deixou o nome marcado por ser o treinador com mais títulos pelo Verdão - com dez, ao lado de Oswaldo Brandão e seguido de Luxemburgo, com oito.
É o único técnico do futebol brasileiro com títulos da Libertadores, do Brasileiro, Copa do Brasil, Estadual, Recopa Sul-Americana e Supercopa do Brasil. E também o estrangeiro com mais taças no futebol brasileiro, seguido pelo uruguaio Felix Magno, com oito.
– Se há alguém verdadeiramente responsável por essa marca, são nossos jogadores, porque são eles que fazem as coisas acontecerem. Se chegamos a esse recorde, tem muito a ver com isso. Para nós da comissão, é um motivo de orgulho. É com grande gosto e orgulho que continuo a ser treinador do Palmeiras – completou.


