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Vergonhosa a passagem pelo MEC, diz Deputada Rosa Neide (PT) sobre demissão de Decotelli

A deputada federal Rosa Neide (PT), que é professora e integra a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, classificou como “vergonhosa” a passagem de   Carlos Alberto Decotelli  pelo  Ministério da Educação. O professor  encontrou o presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça (30) e pediu demissão.

O ex-ministro conversou com Bolsonaro, que aceitou o pedido. Decotelli teve uma passagem relâmpago pelo MEC, ficando no cargo menos de uma semana. A repercussão de informações falsas incluídas em seu currículo e a acusação de plágio em sua dissertação de mestrado tornaram sua permanência no cargo insustentável.

“É vergonhoso que tudo isso tenho ocorrido no momento que o país precisa de uma liderança à frente do MEC para organizar o Estado na volta às aulas.  O Brasil enfrentando uma pandemia, a educação enfrentando graves dificuldades e aparece o ‘ministro fake news’ com a cara do Governo Bolsonaro.  Um senhor que mentiu sobre pós-doutorado e doutorado, plagiou mestrado e ainda inventou que deu aulas na FVG chegar ao cargo de ministro da Educação envergonha os brasileiros. Nesse governo, só resta esperar o novo escândalo.  A solução é unir os Parlamentos  - Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas - para orientar a educação nacional. No MEC, infelizmente, não podemos ter mais expectativas”, declarou Rosa Neide em entrevista ao .

 

“ O Brasil enfrentando uma pandemia, a educação enfrentando graves dificuldades e aparece o ‘ministro fake news’ com a cara do Governo Bolsonaro”Deputada Rosa Neide
No final da tarde dessa segunda (29), Decotelli se reuniu com o presidente e após a conversa disse que continuava ministro. Apesar disso, desde ontem,  Bolsonaro estudava nomes para substituir o ministro da Educação.

 A situação de Decotelli ficou ainda mais crítica com a divulgação de uma nota pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) negando que o ministro tenha sido professor das escolas da instituição. Segundo a Fundação, ele atuou como professor colaborador "apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos".

Cotados

Nesta terça, os nomes de Sergio Sant'Ana, ex-assessor de Weintraub, e Ilona Becskeházy, atual secretária de Educação Básica, continuam circulando como opções para substituir o ministro. Ambos têm o apoio da ala olavista do governo. Além deles, na tarde desta terça, o nome de Gilberto Garcia também começou a circular como opção. Garcia é frei franciscano e já foi membro do Conselho Nacional de Educação (CNE). O professor teria sido indicado por Antônio Veronezi, empresário do setor privado e próximo a Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e ao ex-ministro Abraham Weintraub. (Com informações do G1)

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