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Twitter afirma que China usou plataforma para semear discordância política em Hong Kong

O Twitter revelou nesta segunda-feira (19) o que chamou de "operação de informação apoiada por um Estado", que focava na situação atual em Hong Kong, onde acontecem protestos focados em mudança política.

Segundo a rede social, tratavam-se de 936 contas, ligadas ao Partido Comunista da China, que tentavam "semear discordância política em Hong Kong, incluindo minar a legitimidade e as posições políticas dos protestos". Esse número, de acordo com o Twitter, representa uma parcela pequena de uma ação maior.

Na nota publicada nesta segunda, o Twitter afirma que mais de 200 mil contas foram excluídas antes de estarem mais ativas no serviço.

"Baseado na nossa intensa investigação, nós conseguimos evidências confiáveis que apontam que essa é uma operação coordenada por um Estado. Especificamente, nós identificamos um grande conjunto de contas se comportando de maneira coordenada a amplificar mensagens relacionadas aos protestos de Hong Kong", disse o Twitter em nota oficial.

Segundo a empresa, como o Twitter é bloqueado na China várias dessas contas acessaram a rede utilizando VPN — um tipo de conexão que mascara a origem do usuário.

"Comportamentos manipulativos e ocultos não tem espaço no nosso serviço — eles violam os princípios fundamentais em que nossa companhia foi construída. Como já dizemos antes, é claro que operações de informação e comportamento inautêntico coordenado não deixarão de existir. Essas estratégias estão por aí muito antes de o Twitter existir. Eles se adaptam e mudam conforme o terreno geopolítico evolui ao redor do mundo e conforme novas tecno

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