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Tribunal dos EUA suspende liberação de documentos de Trump

Um tribunal dos Estados Unidos acolheu na quinta-feira (11) um recurso do ex-presidente Donald Trump para suspender temporariamente a divulgação de documentos da Casa Branca que poderiam envolvê-lo no ataque de 6 de janeiro ao Capitólio.

Cinco pessoas morreram na invasão à sede do Poder Legislativo dos EUA, que aconteceu durante a sessão que referendava a vitória do atual presidente americano, Joe Biden, contra Trump.

Dois dias antes, um juiz distrital havia autorizado que os documentos fossem entregues à comissão da Câmara dos Representantes que investiga o ataque. Os congressistas deveriam receber o primeiro lote de documentos nesta sexta-feira (12).

Mas a corte de apelações da capital federal (Washington DC) emitiu uma ordem administrativa que dá aos juízes mais tempo para examinar o pedido de Trump e agendou a apresentação dos argumentos orais do recurso para o dia 30.

Os três juízes afirmaram que a decisão "não deve ser interpretada de forma alguma como uma decisão sobre o mérito" do caso.
Os documentos solicitados
A Câmara quer acesso a centenas de documentos, incluindo a lista de pessoas que visitaram Trump ou telefonaram para o então presidente no dia do ataque ao Capitólio, mas ele tenta impedir na Justiça.


As mais de 770 páginas de documentos incluem material sobre as atividades do ex-chefe de gabinete de Trump Mark Meadows, de seu ex-assessor Stephen Miller e de seu ex-advogado-adjunto Patrick Philbin.

Trump também tenta bloquear o acesso do Congresso ao Diário da Casa Branca, um registro de suas atividades, viagens, reuniões e ligações telefônicas.

Os outros documentos são memorandos dirigidos à sua ex-secretária de imprensa Kayleigh McEnany, uma nota manuscrita sobre os acontecimentos de 6 de janeiro e um rascunho do discurso de Trump na manifestação "Salvemos os Estados Unidos", feito momentos antes do ataque.

A manifestação reuniu uma multidão a poucos metros do Capitólio, e o então presidente americano afirmou em seu discurso, sem apresentar provas, que havia sido vítima de fraude na eleição presidencial americana.

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