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Tribunal do Júri julgará fazendeiro de Poconé no próximo dia 16 de agosto

Sentará no banco dos réus, no dia 16 de Agosto, a partir das 9h, no Fórum da Comarca de Cuiabá, Celzair Ferreira de Santana, motorista que atropelou e provocou a morte dos irmãos Diego Guimarães Bittencourt e Katherine Louise Bittencourt, em Poconé (104 km a sul da Capital). 

O crime aconteceu em 2007 (código 548754). O motorista, além de dirigir em alta velocidade, estaria embriagado. Após a colisão, a caminhonete que atingiu as vítimas só teria parado quando colidiu com um poste de iluminação pública. O acidente causou grande comoção social na cidade. O júri será presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira.

Há quase 12 anos, A mãe Rosinéia Guimarães vive a angustia de até hoje ver o caso impune. Os dois adolescentes foram atropelados, em frente a casa em que moravam.

Ano passado, durante o lançamento da campanha Lei Seca ocorrida na sede do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), a mãe contou seu drama perante as autoridades presentes e cobrou punição para o homem que tirou os adolescentes de seus braços.

 “Há quase 12 anos não ouço meus filhos me chamarem de mãe. Há quase 12 anos comemoro o aniversário deles indo aos seus túmulos e chorar muito”, desabafa emocionada.

No dia do acidente, o motorista havia participado de uma festa na cidade e consumindo bebidas alcoólicas. Ele saiu da festividade dirigindo e atropelou as duas vítimas que estavam em uma moto parados em frente a casa onde moravam. Investigações apontaram que o acusado estava a 134km/h quando matou os irmãos. 

“Ele bateu atrás da moto e arremessou as crianças cerca de 50 metros longe do local da batida. Ele só parou quando chocou contra um poste. Saiu do carro cambaleando e fugiu sem prestar socorro às vítimas”, lembra Rosinéia.

Os irmãos tinham saído para almoçar com o pai e voltavam para casa quando foram atropelados. Na época, Katherine tinha 20 anos e Diego 14. “É muito complicado falar da morte de meus filhos. É uma dor de todo dia. As pessoas dizem que com o tempo passa, mas não passa. O pior de tudo é a sensação de impunidade. A sensação de quem pessoa pode matar seus dois únicos filhos e não acontecer nada com ela”, relata.

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