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Tive que sumir para me recuperar da imundície dos bastidores

Os últimos dois anos, Gabi Levinnt se descobriu como uma mulher de negócios após se afastar da televisão. O afastamento foi uma decisão da própria modelo depois de uma experiência traumática no programa 'Pânico'. Em entrevista exclusiva para a coluna, Gabi revela ter sido vítima de assédios sexual e moral na atração por quatro anos, além de ter presenciado situações desagradáveis com suas colegas de trabalhos.

Gabi chama de 'imundície' os bastidores da atração e assume que não denunciou os crimes por medo de não ter mais o trabalho. "O 'Pânico' não me dava dinheiro, mas me proporcionava fazer outras coisas fora da televisão como campanhas, desfiles para marcas, ensaios de biquíni e presenças vips e isso foi o que me tirou da pobreza. Eu cresci em uma das favelas do Jardim Ângela, aqui em São Paulo, e consegui ganhar dinheiro com esses extras para sair de lá", comenta ela, que precisou fazer terapia por conta da pressão e das críticas. "Eu não entendia direito por que era tão xingada, julgada e recebia ofensas pelo meu trabalho".

Você trabalhou nos programas 'Legendários', ' Pânico' e 'Top Game' e no início de 2020, você anunciou que precisava de um tempo para se cuidar, para se tratar. O que aconteceu?

Eu resolvi largar tudo para tratar de uma depressão. Passei também por várias crises de ansiedade por conta de episódios que eu vivi nos bastidores da televisão. Sofri por uma exposição não tão legal e olha que não era aqueeeeela exposição porque eu nem era famosa, mas eu não queria mais ser vista daquele jeito. Fui fazer terapia, estudar e descobrir realmente quem eu era. Foi uma decisão bem pensada. Tive que sumir para me recuperar da imundície dos bastidores.

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