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Sumiço de piloto que partiu de Poconé completa um ano e sem respostas

O desaparecimento do piloto Vamir Nogueira Moreira, 63, completou um ano no último mês de julho. Investigações realizadas pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e Polícia Federal não surtiram efeito em oferecer uma resposta à família do homem. Agora, eles esperam exame de uma arcada dentaria achada em região de fronteira, junto a destroços de avião carbonizado.

O idoso decolou de Poconé (100 km de Cuiabá), com destino a Corumbá (MS) no dia 4 de julho. Ele estava de férias na entressafra e faria um trabalho em fazenda sul-matogrossense. Desde que partiu rumo ao trabalho, ele não entrou mais em contato com os parentes.

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O serviço seria levar um mecânico e peças para a fazenda no outro estado. Na data combinada, ele foi até uma pista poconeana, fez testes no monomotor Cessna 2010, abasteceu e partiu rumo ao destino final.

Antes de partir, o piloto informou a família que era ruim o sinal de telefonia na fazenda, mas daria um jeito de entrar em contato. O serviço levaria no máximo 4 dias para ser concluído e logo ele voltaria.

Como deu o dia do retorno e o pai não voltou, a família comunicou a Polícia Civil de Cuiabá e a Polícia Federal para investigar o desaparecimento.

O filho do piloto, Vamir Nogueira Moreira Filho, relatou que a Polícia Federal arquivou a investigação. A Polícia Civil de Cuiabá encaminhou a apuração para a delegacia de Poconé, pois foi lá o último lugar que o homem foi visto. Em Poconé, a apuração estava parada.

Assim, os familiares seguem sem notícias e sem um desfecho do que aconteceu com o idoso. “Tentamos tudo que podíamos e que estava ao nosso alcance, infelizmente nada de concreto ou que levasse a algo”, relata o filho.

Agora a família espera o resultado de exames feitos em uma arcada dentária encontrada no local onde foi achada a carcaça de um avião, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste).

Os destroços foram achados próximo a fronteira com a Bolívia, em 13 de agosto. A fuselagem estava carbonizada e apenas o osso humano foi encontrado. Não havia sinais de carga, nem de outras vítimas ou mais restos mortais.

O material foi achado por um piloto. Ele avaliava uma área rural que estava interessado em comprar. Ele voava baixo e viu os destroços em meio à mata.

A assessoria da Polícia Federal foi procurada, mas não encaminhou resposta. A DHPP informou que as diligências continuam na delegacia de Poconé.

Quem tiver informações que possam ajudar a localizar o piloto deve entrar em contato com a família pelo telefone (65) 99981-5828 ou (65) 99982- 7766.

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