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Silval compromete a pagar R$ 1,3 mi e concluir acordo de delação premiada

O ex-governador Silval Barbosa (sem partido) se comprometeu a pagar R$ 1,3 milhão, “à vista”, para quitar o seu acordo de colaboração premiada. De acordo com ele, o valor seria suficiente para "saldar o acordo" de mais de R$ 70 milhões, com a Procuradoria-Geral da República (PGR). 

No último sábado (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, já havia apontado “pendências” no acordo de colaboração premiada não só de Silval, como de outros colaboradores – entre eles, o ex-chefe de gabinete do ex-governador, Silvio Correa. Ele pede o fim do monitoramento eletrônico.

Já em relação a Silval Barbosa, o ministro do STF pede a indicação de bens que ainda estariam disponíveis para doação ao erário em seu acordo de colaboração premiada. Inicialmente, Silval se dispôs a pagar R$ 70 milhões (R$ 23,46 milhões em dinheiro e R$ 46,62 milhões em imóveis) como forma de receber os benefícios da delação premiada.

Posteriormente, no entanto, ele pediu a substituição dos R$ 23,46 milhões pela disponibilização de outros imóveis. Ele alega que a PGR concordou – e até já avaliou os bens -, que somariam R$ 22,1 milhões. Assim, e em resposta à solicitação do ministro Dias Toffoli, faltaria “apenas” R$ 1,3 milhão para quitar o acordo de colaboração, segundo Silval Barbosa. Ele garantiu que pode pagar o valor “à vista”.

“Com a alienação dos bens e avaliados e aceitos pela própria PGR, restaria a diferença de R$ 1.353,105,90 para a quitação integral do acordo, cujo o Colaborador se compromete desde já a efetuar o pagamento, assim que alienados os bens, e nos moldes pré-estabelecidos no acordo”, diz a defesa do ex-governador em resposta ao ministro Dias Toffoli.

Ainda segundo os autos, Silval Barbosa se dispôs a abrir mão de uma área de 7.803,45m² no parque Ohara, em Cuiabá, que estaria avaliada em R$ 2,73 milhões, outra propriedade de 1.080,00m², no Jardim das Palmeiras, também na Capital, que teria valor de mercado de R$ 677 mil, além de um imóvel rural em Sinop (500 KM de Cuiabá), de R$ 18,7 milhões.

O ministro do STF ainda não se pronunciou sobre as informações repassadas pelo ex-governador. Atualmente, Silval Barbosa cumpre o regime semiaberto diferenciado, sem uso de tornozeleira eletrônica. O ex-governador já foi condenado a 19 anos de prisão por “comandar” um esquema de concessão de incentivos fiscais em Mato Grosso mediante o pagamento de propina (operação Sodoma I e II). Ele, porém, não cumprirá a pena na cadeia justamente em razão do acordo de colaboração premiada.

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