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Servidora diz que foi cooptada para envolver prefeito e vereadores

A servidora do hospital São Benedito, Elizabete Maria de Almeida, envolvida na denúncia de compra de votos na Câmara de Cuiabá, disse à Deccor (Delegacia de Combate aos Crimes de Corrupção) que foi induzida a envolver o prefeito Emanuel Pinheiro no suposto esquema para cassação do vereador Abílio Junior. 
 
A suposta manobra teria ocorrido durante uma reunião com Abílio Junior no dia 26 de novembro no hotel Delmond, em Cuiabá. A servidora disse que o vereador estava acompanhado por quatro advogados e teria tentado convencê-la a incluir Emanuel Pinheiro e sua base de apoio na Câmara (a grande maioria dos 25 vereadores) para o suposto esquema de compra. 
 
Elizabete Maria de Almeida prestou depoimento à Deccor por três horas na manhã desta terça-feira (7). A servidora foi ouvida pelo delegado José Ricardo Garcia Bruno. Na ocasião, ela entregou ao investigar imagens comprovariam sua versão sobre a história. 
 
Elizabete Maria também negou que esteve na casa do vereador Juca do Guaraná (Avante), apontado como suposto organizador da distribuição de propinas. 
 
O depoimento de hoje foi o terceiro dado pela servidora. À Defaz (Delegacia Especializada de Crimes Fazendários), ela disse que os vereadores que aceitaram a suposta negociação para cassar Abílio Junior teriam recebido R$ 50 mil. 
 
Pagamentos teriam sido presenciados por ela durante uma festa na casa de Juca do Guaraná, cinco dias antes de sua oitiva na Comissão de Ética e Decoro da Câmara, no dia 26 de novembro. 
  
No fim do ano passado, cerca de três semanas após a denúncia da servidora à Comissão de Ética, o vereador Abílio Junior disse que se afastaria do acompanhamento do caso por causa da repercussão e da falta de provas pela servidora que comprovassem a denúncia. 
 
Hoje, ao ser procurado pelo Circuito Mato Grosso, ele voltou a apresentar essa opinião. “Pra mim é uma surpresa. Numa semana ela diz que estão armando contra mim, que estão até distribuindo dinheiro na casa do Juca com o prefeito para cassar meu mandato. Na outra semana ela diz que tem provas. Na outra semana diz que está mal de saúde. E agora diz que eu estou armando”. 

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