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Senadora Selma Arruda não vê caça as bruxas em fim de estabilidade do serviço público no Brasil

A ex-juíza e senadora Selma Arruda (PSL) falou em entrevista nesta quinta-feira (11) ao Programa Resumo do Dia que é a relatora do projeto de lei que cria novas regras para manutenção da estabilidade dos servidores públicos e prevê, entre outras coisas, avaliações periódicas sobre desempenho, com previsão de demissão de quem for mal na prova, cuja autoria é da senadora Maria do Carmo Alves (DEM). Selma concorda e defende o projeto como forma de “melhorar a prestação de serviços públicos” entregues à população.

“Nós entendemos que é um projeto muito importante para o Brasil, porque vai dar qualidade ao funcionalismo público. Não é caça às bruxas, como alguns setores da esquerda andaram fantasiando. É um projeto muito estruturado e prevê a avaliação de tempos em tempos do servidor público de maneira que se ele não desempenhar a contento sua função, possa ser desligado do cargo público”, contou.

Cassada por abuso de poder econômico e caixa dois pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Selma considera que caso a nova lei seja aprovada, esta beneficiará o funcionário que “realmente” trabalha e vê com seriedade seu posto. “Sabemos que as pessoas se esforçam pra passar em concurso, que a estabilidade é uma garantia do servidor público, mas precisamos valorizar aquele servidor que trabalha, se dedica, se destaca”.

Entretanto, logo na sequência ela afirma peremptoriamente que a melhor maneira de valorizar o “bom servidor” é exatamente não deixando fiquem “um, dois, três ou mais que não desempenham sua função” nas costas desse servidor que “realmente” trabalha. “Sabemos que essas pessoas são uma minoria, o funcionalismo em geral é muito dedicado ao trabalho, mas sabemos também que há aquele funcionário que falta o serviço, chega atrasado, passa o dia inteiro no WhatsApp, não produz ou fica no telefone, enfim, essas pessoas acabam desmotivando os que trabalham direito”.

Anteriormente relatado pelo senador Lasier Martins (Podemos), o projeto de lei traz explícito em sua redação que os cidadãos que pagam impostos terão a partir da implantação desta maneiras de exigir que o serviço público tenha maior qualidade e agilidade, nos moldes da iniciativa privada. “Temos também o cidadão, que paga um imposto e sabe que está pagando o salário do servidor público, e que portanto tem o direito de exigir um serviço público de qualidade. Este projeto foi criado com este intuito, voltado no primeiro plano para o funcionalismo público da União e complementa a Constituição Federal, que desde 1988 pede essa lei”.

Selma participou nesta sexta-feira (12) de uma conferência, iniciativa do deputado estadual Sílvio Fávero (PSL) chamada de Visão 2030: Mato Grosso Desenvolvido. “É uma nova visão que Mato Grosso precisa alcançar. Fui procurada pelo presidente da Sudeco que me disse o seguinte: ‘senadora, no seu estado, percebo que o agronegócio consegue muito dinheiro da Sudeco para o desenvolvimento, mas comércio e indústria são muitos mais tímidos’. Minha ideia de fazer este evento aqui é trazer o pessoal da Sudeco em parceria com o deputado Silvio Favero pra que a gente consiga fomentar o comércio, a indústria local e trazer aos prefeitos, vereadores e secretários sobre como conseguir financiamento pra adquirir ônibus escolar, maquinário pras prefeituras, tudo isso está à disposição lá em Brasília e às vezes depende só de um pouquinho de capacitação e de se dar o caminho pra que as pessoas consigam. Espero estar contribuindo, com isso, com o desenvolvimento de nosso Estado”, encerrou.

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