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Secretário diz que decisão do VLT será apresentada apenas no ano de 2020

Com a previsão para ser finalizada no próximo mês, a conclusão do estudo realizado pelo Grupo de Trabalho sobre o Sistema de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana de Cuiabá (GT Mobilidade Cuiabá), foi adiada para ser apresentado apenas no final de fevereiro de 2020. A afirmação foi feita pelo secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) Marcelo de Oliveira, o Marcelo Padeiro.

O grupo analisa alternativas para solução definitiva da principal obra da Copa do Mundo de 2014, na região metropolitana de Cuiabá, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Fazem parte da equipe membros da secretaria Nacional de Mobilidade Urbana e do governo estadual.

“Estamos tratando o VLT com muita responsabilidade. Nós não podemos ser irresponsáveis de tratar esse assunto de forma política. Foi instituído um grupo de trabalho com a Secretaria de Mobilidade Urbana em Brasília, nós já fizemos três reuniões. A parte da Sinfra está sendo executada, todo o planejamento”, disse o secretário ao programa Bom Dia MT, nesta quarta-feira (16).

“Estamos lançando o edital agora da concorrência para a contratação de uma empresa para nos dar números de origem de estilo, tanto de passageiros ferroviários, quanto de passageiros rodoviários. Além do preço da passagem, custo operacional de todo sistema, diminuição de custo operacional para que a gente não eleve muito a parte operacional. Então, está sendo tratado com responsabilidade”, completou Padeiro.

Questionado sobre a possibilidade da mudança do VLT pelo Bus Rapid Transit (BRT), o secretário afirmou que não tem como definir nada por agora e um dos motivos seria as questões judiciais que envolvem o modal.

“O VLT está judicializado. Isso é um problema sério. Nós temos uma sentença que pode sair do Superior Tribunal de Justiça, nós temos uma denúncia que pode ser oferecida pelo Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, nós também temos um contrato rescindido. O VLT não pode ser tratado com descaso”, explicou.

O modal começou a ser construído em 2012 pelo consórcio VLT Cuiabá Várzea Grande, com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão. O prazo de entrega era 13 de março de 2014, para facilitar a mobilidade dos turistas durante a Copa do Mundo de 2014, já que Cuiabá foi uma das sedes do mundial, e até a presente data não foi terminado.

“Eu não posso falar se o VLT vai sair, ou se trocaremos o modal. A nossa parte vamos fazer. Vamos trabalhar muito com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Brasília, estamos fazendo a nossa parte, mas precisamos saber o que a Justiça vai fazer. Tem delação em cima do VLT, tem denúncia, tem muitas questões judiciais”, finalizou.

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