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Presidente do Iraque diz que premiê do país condiciona renúncia a acordo sobre sucessão

O presidente do Iraque, Barham Saleh, anunciou nesta quinta-feira (31) que o primeiro-ministro do país, Adel Abdel Mahdi, só deixará o cargo se houver um acordo sobre sua sucessão, para evitar um vácuo constitucional.

O país vive uma onda de manifestações violentas: após mais de um mês de protestos e confrontos entre a população e forças de segurança, e há mais de 250 mortes.

As concentrações nas praças do sul do país e na Praça Tahrir de Bagdá não param de aumentar dia e noite.

Os manifestantes, mobilizados desde 1º de outubro, com uma interrupção de três semanas para uma peregrinação xiita, dizem que não voltarão para suas casas até que "todo o regime tenha sido derrubado".
Em um dos países mais corruptos do mundo, onde os cargos são distribuídos de acordo com confissões religiosas e etnias, o sistema político criado após a queda de Saddam Hussein em 2003 deve ser completamente redesenhado, afirmam.

Negociações para a saída
Houve uma divisão entre a maioria governamental. O líder xiita Moqtada Sadr, acostumado a posições populistas, esteve presente entre os manifestantes.

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