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Preços de frutas, legumes e verduras ficaram 45% mais baratas em Cuiabá

Frutas, verduras e legumes ficaram até 45% mais baratas este mês em Cuiabá. Maioria dos alimentos cotados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tiveram redução de preço. Em um grupo de 14 itens, 11 deles ou 78,5% estão com valores menores no atacado. A variação é percebida em relação a março deste ano.

Muito comum na Capital mato-grossense, a manga chegou a ser vendida a R$ 6,66 (kg) há 3 meses. Agora, a fruta é repassada para os varejistas ao preço médio de R$ 3,66, segundo o 6º Boletim Prohort, divulgado nessa quinta-feira, 17, pela Conab. Outro alimento que chama atenção pela diminuição de preço é o limão thaiti, vendido atualmente a R$ 2,50. O valor é 40% menor que o verificado em março (R$ 1,50/kg).

Banana-nanica e tangerina também estão mais acessíveis para o consumidor, com uma diminuição de 33,3% nos preços.

A banana que era comercializada a R$ 3,15 (kg) custa atualmente R$ 2,10 (kg). A cotação da tangerina recuou de R$ 3 (kg) para R$ 2 (kg), informa a Conab. Entre as frutas, o mamão é outro produto que está mais em conta, com redução de 25,2% no preço, ao passar de R$ 2,10 (kg) em março para R$ 1,57 (kg).  Variação compatível é verificada no preço da melancia, de 25%, variando de R$ 1,60 (kg) para R$ 1,20 (kg) nos últimos 3 meses.

Cenoura, cebola e batata compõem o grupo de alimentos que baratearam no atacado em Cuiabá, com variações negativas de 22%, 30,7% e 13,3%.

De acordo com a Conab, a maior oferta de cenoura e cebola no atacado devido ao aumento da produção refletem em queda de preços nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Em relação às frutas, banana e mamão também foram ofertados em maior quantidade em quase todos os entrepostos atacadistas do país. Também em decorrência da menor demanda, os preços mantiveram tendência de queda.

“No mês de maio sentimos as vendas diminuírem durante todo o mês. Houve um desaquecimento. Isso fez os preços da maioria dos produtos baixarem”, afirma o sócio-proprietário da Mix Hortifruti, Adilson de Moraes. Para ele, apesar da diminuição dos preços desses alimentos, as vendas não terão crescimento este mês, devido a perda do poder de compra da população. "Energia, gás de cozinha e combustíveis mais caros refletem na mesa de todos. E tem muitas pessoas sem renda e sem auxílio emergencial”, considera.

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