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Policial de Nova York acusado de asfixiar homem até a morte é demitido cinco anos depois

O Departamento de Polícia de Nova York demitiu nesta segunda-feira (18) o policial Daniel Pantaleo, acusado de aplicar um "mata-leão" em um suspeito desarmado e asfixiá-lo até a morte em 2014, em um caso que gerou protestos e debate sobre violência policial e racismo nos Estados Unidos.

A vítima era Eric Garner, um homem negro de 43 anos acusado de vender cigarros contrabandeados. Golpeado pelo policial, Garner disse: "Eu não consigo respirar!"

O chefe da polícia de Nova York, James O'Neill, afirmou que, ao aplicar o "mata-leão", Pantaleo infringiu as regras locais.

Bill de Blasio, prefeito de Nova York, comemorou a demissão de Pantaleo, segundo a agência Associated Press.

"Hoje, finalmente vemos a justiça ser feita. Nós não vamos ter Eric Garner de volta, mas espero que isso traga algum conforto à família de Garner", disse.

Em dezembro de 2014, quatro meses após a morte de Garner, um júri decidiu que não tinha elementos suficientes para culpar Pantaleo. O policial foi transferido para trabalhos administrativos, mas ainda pertencia à Polícia de Nova York até a decisão desta segunda-feira.

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