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Policia Federal investiga eventual omissão de doação de R$ 1,5 mi para a campanha de Selma

A Polícia Federal vai investigar possíveis crimes cometidos pela senadora cassada Selma de Arruda (Pode) quanto ao uso e declaração de R$ 1,5 milhão que teriam sido doados pelo 1º suplente, Gilberto Possamai. A pedido do MPF, será verificado se houve omissão de declaração de receita na prestação de contas da campanha eleitoral da então candidata em 2018 e as despesas realizadas com esse dinheiro. Se for culpada, Selma pode pegar pena de até 5 anos de prisão além de multa.

O dinheiro, segundo Selma, seria de empréstimo que ela teria feito junto a Possamai, que também está sendo investigado pela Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal.

À época a denúncia também foi feita por Carlos Fávaro (PSD), derrotado por Selma nas urnas. Em abril desse ano, após o Senado determinar o afastamento da juíza aposentada, Fávaro assumiu interinamente a vaga até nova eleição.

Selma e Possamai são investigados sub suspeita de omitir informações que deveriam contar nos documentos enviados à Justiça Eleitoral. O valor de R$ 1,5 não foi declarado como recursos da campanha e ambos dizem que se tratou de empréstimo pessoal de Possamai para Selma.

Cassação

A cassação da senadora foi após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) identificar uso de caixa 2 e abuso de poder econômico durante a campanha de 2018.

Em janeiro, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou à Mesa Diretora do Senado que desse posse ao terceiro colocado, Carlos Fávaro. Mas isso ocorreu somente em abril.

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