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Piloto de helicóptero da Core já prestou depoimento sobre a morte de João Pedro

O piloto do helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, prestou depoimento, na manhã desta quarta-feira, na Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), sobre a morte do estudante João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, durante operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Até o momento, quatro agentes de segurança já prestaram esclarecimentos na especializada.

De acordo com o delegado Allan Duarte, titular da DH, durante seu depoimento, o policial que pilotava o helicóptero explicou a logística do socorro do adolescente, que foi levado para a Lagoa, na Zona Sul do Rio.

"O piloto da aeronave foi ouvido hoje. Ele falou sobre a logística do socorro e, inclusive, justificou que isso já foi feito anteriormente até no socorro de policiais civis baleados em operações. O protocolo já foi adotado outras vezes", contou.

Até o momento, a especializada já ouviu quatro agentes da Core e duas testemunhas que estavam na casa junto com João Pedro. Familiares da vítima contam que ainda não foram chamados para comparecer na delegacia.

"As investigações ainda estão em fase de apuração. Estamos ouvindo testemunhas e aguardando o laudo pericial para esclarecer a origem do disparo", informou Allan Duarte.

A operação foi realizada por agentes da Polícia Federal e da Core, da Polícia Civil, na localidade da Praia da Luz, na Ilha de Itaoca, na tarde da última segunda-feira e tinha o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra lideranças do tráfico, ligados à facção Comando Vermelho, que atuam na região.

Entretanto, o delegado da DH contou que os policiais federais não participaram da troca de tiros com os traficantes e não entraram na casa onde João Pedro foi baleado.

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