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Orlando Perri aceita as desculpas de Lesco, que teria armado gravação para prejudicá-lo

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça, aceitou as desculpas do coronel Evandro Lesco (ex-chefe da Casa Militar), por conta do episódio em que o militar teria armado uma gravação de reunião do magistrado, para afastá-lo da relatoria do caso dos grampos ilegais, conhecido como Grampolândia Pantaneira.

O pedido de desculpas foi feito no início da noite desta terça (16), durante novo interrogatório de Lesco ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal Especializada na Justiça Militar. Ao começar seu depoimento, o militar, que chegou a ser preso preventivamente por ordem de Perri, pediu desculpas pelo esquema de interceptações telefônicas ilegais.

Minutos depois, Perri comentou a fala do coronel, durante conversa com a imprensa na Assembleia, onde participou de reunião com deputados para tratar sobre medidas para o sistema prisional do Estado.

De acordo com Perri, ele vê com bons olhos o arrependimento demonstrado por Lesco e demais militares envolvidos no esquema armado, supostamente, para favorecer politicamente o ex-governador Pedro Taques (PSDB).

“Todos aqueles que acabam incorrendo em alguma ação penal, a gente espera que reflitam sobre os atos praticados, até para que não volte a cometer em outras oportunidades”, disse, evitando comentar sobre a possibilidade de o procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros, coordenador do Naco Criminal, não ter aceito o acordo de colaboração premiada (delação) de Lesco, por envolver membros do Ministério Público Estadual.

Gravação

Lesco é acusado de ter pressionado coronel José Henrique Costa Soares, então responsável elo Inquérito Policial Militar (IPM) referente aos grampos ilegais em Mato Grosso, a gravar reunião com Perri. A intenção seria captar provas que colocassem o desembargador sob suspeita de relatar o caso no TJ-MT.

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