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Nova tarifa pode aumentar conta de luz em até 16% no estado de Mato Grosso

Com a reativação do sistema de bandeiras tarifárias e a definição da bandeira vermelha patamar dois para o mês de dezembro no Brasil todo, o preço da energia elétrica vai ficar mais caro no bolso dos brasileiros e, principalmente, em Mato Grosso que tem uma das energias mais caras do país. Agora, cada 100 quilowatts/hora consumidos vão custar R$ 6,243 a mais.

Uma família cuiabana que antes da bandeira vermelha pagava mais ou menos R$ 200 na conta de energia elétrica, agora terá que pagar cerca de R$ 232,48, ou seja, pelos menos R$ 32. O preço pode ser muito maior.

Segundo o economista Edisantos Amorim, a bandeira vermelha acaba desencadeando uma série de fatores, que aumentam o preço até de outras cadeias produtivas, como alimentos.

“Uma coisa acaba impactando a outra, e no geral, acaba atingindo mais no bolso dos trabalhadores, principalmente nos de baixa renda”.

Já o economista Emanuel Daubian, afirma que quem consome mais energia, vai sentir mais esse aumento no bolso.

“Uma família que gasta cerca de R$ 500 por mês com energia elétrica, vai pagar muito mais do que uma que gasta R$ 150, por exemplo. Quanto mais se consome, mais caro fica”, afirmou.

A reportagem calculou que uma família com uma conta neste valor, com a nova tarifa, a dívida sobe para R$ 580.

Uma família cuiabana que antes da bandeira vermelha pagava mais ou menos R$ 200 na conta de energia elétrica, agora terá que pagar cerca de R$ 232,48, ou seja, pelos menos R$ 32. O preço pode ser muito maior.
O economista explica que a bandeira vermelha, se deu por causa da falta de chuva nos últimos meses.

“Os reservatórios das hidrelétricas estão com pouca quantidade de água. Quanto menos água, a capacidade de gerar energia diminui. Para poder continuar atendendo a porcentagem de energia, as empresas tem que comprar energia de outros sistemas”, explica o professor.

“As empresas acabam comprando energias termoelétricas, que vem do diesel e é mais fácil de encontrar. Mas como o preço do diesel também está caro, os custos ficam altos para a empresa hidrelétrica e isso acaba refletindo no bolso do consumir”, afirmou Emanuel.

“Uma família que gasta cerca de R$ 500 por mês com energia elétrica, vai pagar muito mais do que uma que gasta R$ 150, por exemplo. Quanto mais se consome, mais caro fica”, afirmou.
Questionado se as queimadas também influenciam no aumento da energia elétrica, Daubian afirma que não tem dúvidas.

“As queimadas no Pantanal e na Amazônia alteraram o ciclo natural da chuva, ela demora mais para chegar. Eram esperados altos níveis de chuva em novembro, que não vieram. Prejudicou vários setores e um deles foram os reservatórios das hidrelétricas”, conta.

Preocupação do presidente

Durante uma transmissão ao vivo realizada nas redes sociais, na última quarta-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez apelo para que o brasileiro apague a luz e tome banho mais rápido.

"Eu apago todas as luzes do Palácio ao Alvorada, não tem o porquê. Tenho certeza de que você que está em casa pode apagar uma luz agora. A gente pede que apague uma luz para evitar desperdício, toma banho um pouquinho mais rápido", disse Bolsonaro.

Bolsonaro demonstrou ainda a sua preocupação com reservatórios em níveis baixos.

"Estávamos esperando as chuvas no final de outubro e começo de novembro, mas não vieram. Acho que estão sinalizando para os próximos dias uma chuva", afirmou.

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