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Município de Poconé retirou 2 toneladas de ouro, diz Delegado em MT

O presidente da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Wilson Santos (PSDB), confirmou que os trabalhos da comissão já encerraram dois capítulos dos trabalhos: mineração e combustíveis, sendo que esse último já causou em torno de R$ 600 milhões de perdas por ano em Mato Grosso. 

À imprensa, nesta segunda-feira (13), Wilson comentou que os trabalhos da CPI não param, tendo em vista que faltam conclusão da parte dos frigoríficos. Mas, sobre os trabalhos concluídos, segundo Wilson, a "farra" maior é no setor da mineração. 

"A CPI de Combate a Sonegação e Renúncia Fiscal já terminou dois capítulos. O primeiro de combustível que ficou provado que há sonegação em torno de 18%, isso equivale há mais de R$ 600 milhões por ano de sonegação no Estado de MT. E agora estamos terminando o setor de combustível. O setor mais sonegador é o do etanol, isso em relação ao setor de combustível. 80% aproxiamente da sonegação está no setor de etanol. O capitulo da mineração também foi concluído. Ai a farra é mais ampliada. Os principais mineradores do estado estiveram na CPI e afirmaram que para cada 1 real pago ao estado sonega-se de R$ 7 a R$ 10 na área de ouro. Então, há uma sonegação desenfreada. Agora a CPI deçubraça no setor de agronegócio e frigoríficos", comentou o deputado.

Durante a oitiva do delegado Walter de Mello, responsável pelo setor de tributos da Delegacia Fazendária de Mato Grosso (Defaz), Wilson falou sobre a questão do ouro em Poconé e em Pontes e Lacerda, que são retirados dessas cidades. Só em Poconé, foram retiradas 2 toneladas de ouro. "Isso gerou R$ 595 milhões o PIB ouro de Poconé. Em Livramento R$ 410 milhões de PIB ouro. So na Serra do Caldeirão, em Lacerda, saíram 45 toneladas de ouro para a Bolívia, sem pagar nada pelo ouro a Mato Grosso. Nossa vida sempre será cortada pela atividade minerada. Por isso estamos de olho", comentou Wilson.   

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