POLÍCIA ▸ CASO TONI FLOR

MPMT é contrário à prisão domiciliar de empresária que mandou matar marido

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou contra a revogação da prisão preventiva da empresária Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, denunciada pelo crime de homicídio qualificado. A mulher é acusada de mandar matar o marido, o empresário Toni da Silva Flor, 38 anos, para ficar com a herança. 

De acordo com o documento de quarta-feira (29), a defesa da empresária requereu pela conversão da prisão preventiva para domiciliar. Ana Cláudia Flor alegou que a prisão deveria ser convertida porque as filhas dela  estão sendo submetidas a "intenso sofrimento" por não estarem convivendo com a mãe.

Entretanto, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou que a empresária é a única responsável pelo sofrimento das filhas. O promotor pontuou ainda que "nem o amor pelas próprias filhas foi capaz de impedi-la de praticar o odioso crime de homicídio."

Por conta disto, o órgão se manisfestou contrário a liberdade da acusada e ressaltou que a mulher apresenta risco à sociedade, fato que foi pontuado pelo juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, que determinou a prisão preventiva.

"Ante o exposto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso manifesta -se contrariamente ao pedido de revogação da prisão preventiva ou de sua conversão em prisão domiciliar, formulado por Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor", diz o documento.

A trama

Consta na denúncia, que no dia 1º de agosto de 2020, em frente a uma academia, a vítima foi atingida por tiros de arma de fogo efetuados por Igor Espinosa, a mando de Ana Claudia. Para a concretização do crime, a esposa teria sido auxiliada por Wellington, Dieliton e Ediane.

De acordo com a investigação, Toni e Ana Claudia estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas. O casamento, no entanto, vinha se deteriorando, notadamente por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada. Alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar.

Durante a investigação, foi constatado que o crime foi encomendado mediante oferta de pagamento no valor R$ 60 mil, mas a esposa teria repassado somente R$ 20 mil. Verificou-se também que o executor gastou todo o dinheiro em festas no Rio de Janeiro. Consta nos autos, que os detalhes do crime foram discutidos em reunião virtual via WhatsApp.

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