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Ministério Publico abre inquérito contra Deputado Medeiros por fake news sobre urnas eletrônicas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou um inquérito contra o deputado federal José Medeiros (Podemos) para apurar a divulgação de “fake news” sobre fraude em urnas eletrônicas. O inquérito é oriundo de uma representação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) junto à PGR, feita em agosto, após o deputado vazar um documento sigiloso do órgão.

O processo foi distribuído à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmen Lúcia. Os autos também foram encaminhados para investigação Polícia Federal (PF).

O deputado divulgo um documento do MPMT que, supostamente, apontava problemas em urnas eletrônicas, dando a entender aos seguidores que houve fraude nas eleições gerais. Além do documento estar em sigilo, na verdade, ele se tratava de uma parte de um processo das eleições do Hospital Militar de Cuiabá.

À época, ele defendia a bandeira do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), pelo voto impresso, a qual os deputados rejeitaram durante votação de PEC. Na publicação, feita no dia 6 de agosto no Twitter, Medeiros fez críticas à urna eletrônica.

Diante dos fatos, o progurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges, representou junto à PGR, por entender que o parlamentar agiu de má fé para mudar a realidade dos fatos.

"De má fé, o parlamentar mato-grossense falseia a realidade dos fatos, em mais um gesto da sua cruzada pelo retorno do voto impresso, sistema utilizado no passado com ocorrências frequentes de fraudes e manipulação de resultados, o que atentava contra a vontade soberana do eleitor brasileiro de escolher livremente seus representantes", afirmou José Antônio Borges.

Outro Lado

Procurada, a assessoria do deputado não se posicionou. O espaço continua aberto para posíveis esclarecimentos. 

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