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Ministério manda vacinar presos e deixa policiais de MT em 2° plano; servidores se revoltam

A decisão do Ministério da Saúde para que presos sejam imunizados contra a covid-19 antes mesmo de policiais e servidores do Sistema Penitenciário tem causa polêmica e revolta na população e secretários de Segurança Pública de vários estados.

Aqui em Mato Grosso, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamente preferiu não polemizar, pois, acredita que o Governo Federal fez um estudo para tomar essa decisão. Já a categoria dos servidores que atuam nas cadeias e presídios tem outra visão sobre o caso.

Ao , o deputado João Batista (Pros), que representa a categoria e já foi presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindispen-MT), considera que a medida não é lógica.

O parlamenta afirma que não é contra a vacinação de presos, e que “sempre lutou para que tenham cuidados médicos especiais”, mas discordo da decisão do Ministério da Saúde.

“Não vai adiantar de nada vacinar quem está lá dentro, eles estão parados. Tem que vacinar os trabalhadores, que saem de casa e se colocam em risco”, afirmou.

Segundo o deputado, a decisão não foi lógica.

“O ministério está fazendo isso para polemizar, para ver se dão mais matérias para a imprensa. Não é uma questão de lógica essa prioridade”.

“Quem deve ter prioridade na vacina, depois das pessoas de mais idade, são aqueles que não podem ficar em casa, que tem que transitar bastante, que é o caso de policiais penais, das forças de segurança e também de professores, porque as aulas também precisam voltar”, concluiu.

O documento do governo federal com o plano de imunização já tinha sido divulgado no fim de janeiro, mas ainda não era esclarecedor se a ordem era a mesma da lista. 

Por determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pasta decidiu colocar números ao lado de cada grupo para deixar claro que a lista se referia à ordem dos grupos prioritários.

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