BOCA NO TROMBONE ▸ HORRORES

Meta acabar com apelido da Câmara de Cuiabá

O vereador, e presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), revelou que um dos objetivos de sua legislatura é “renovar” o nome da instituição, também conhecida como “Casa dos Horrores”. O Poder Legislativo Municipal obteve o “apelido” após sucessivos escândalos de corrupção ao longo dos anos, e por manter uma relação “fisiológica” com os diversos prefeitos que passaram pela Capital nas últimas décadas.

Juca do Guaraná declarou a jornalistas no último dia 1º de janeiro que “parte da imprensa”, e não as denúncias e suspeitas contra os vereadores de Cuiabá, é responsável pelo nome “Casa dos Horrores”.

“Renovar o nome da Câmara, mudar esse nome que parte da imprensa, não digo todos, mas apelida a Casa com termos pejorativos. Nossa meta é ter o reconhecimento que essa Casa aqui merece, nós vamos buscar esse reconhecimento”, opinou Juca do Guaraná Filho.

O presidente do Legislativo da Capital, eleito com 18 votos de seus colegas na Câmara, é do mesmo partido do prefeito Emanuel Pinheiro, o MDB. Membros da Casa de Leis Municipal reclamaram da influência direta do Executivo na eleição uma vez que a Mesa Diretora controla a pauta de projetos de lei, além do seu próprio orçamento. Juca do Guaraná negou que tenha tido uma “mãozinha” no pleito, embora a chapa vencedora da qual faz parte seja de apoio a Pinheiro.

VLT

Na mesma linha do prefeito Emanuel Pinheiro, o presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho, também se mostrou contra a mudança do sistema de transporte na Capital de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Bus Rapid Transport (BRT). No fim de dezembro de 2020, o governador Mauro Mendes (DEM), adversário político de Pinheiro, anunciou a mudança por questões “técnicas” e de “custos”.

Para Juca do Guaraná Filho, porém, a discussão também deveria passar pela Câmara de Cuiabá – argumento parecido com o utilizado por Emanuel Pinheiro, que se queixa de ter ficado de fora do debate pelo modal.

“Tudo o que diz respeito a Cuiabá, tem que passar pela Câmara de Cuiabá. E até onde eu sei, não foi discutido sequer entre a esfera estadual. Então vamos buscar que se discuta também na Câmara de Cuiabá”.

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