CIDADES ▸ DENGUE

Mais de 70 municípios em MT estão em estado de alerta por causa da dengue

Mais da metade dos municípios de Mato Grosso estão em alerta para o aumento no número de casos da dengue neste ano. Com mais 15 notificações, 68,7% das cidades mato-grossenses possuem mais de 100 casos a cada 100 mil habitantes. A incidência estadual é 454,5, o que coloca o Estado como endêmico, com aumento é de quase 80% se comparado à incidência de 2018. Para 2020, o cenário da situação deve seguir aumentando já que o DENV-2 voltou a circular.

Entre as cidades que registram as maiores incidências estão Cocalinho, Alto Araguaia, Araguaiana, Araguainha, Torixoréo, Canarana, entre outros. Colniza declarou situação de emergência por causa da doença. O decreto foi publicado no Diário Oficial dos Municípios de 9 de dezembro. Foram notificados 250 casos de dengue em 2019, sendo 208 já confirmados.

Na Baixada Cuiabana, 3 das 11 cidades estão em alerta. Planalto da Serra é a que tem a pior situação com uma incidência que chega a 1.382 a cada 100 mil/ha. Aparecem ainda os municípios de Nova Brasilândia e Nossa Senhora do Livramento, com incidências que chegam a 627,1 e 416,5 a 100 mil/ha. Várzea Grande e Cuiabá tiveram redução nos casos da doença, apresentando assim reduções de 89,4 e 67,6, respectivamente. As duas tem dado exemplo no combate às doenças relacionadas ao Aedes aegypti.

Por causa da volta do vírus, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), já espera desde abril o aumento nos casos. O DENV-2 é um tipo de dengue que evolui rápido e pode levar a óbito. Esse vírus já circulou no Estado em 2011, quando houve o bloqueio epidemiológico que evitou uma epidemia. Com a chegada do período de chuvas, o avanço deve ser maior a partir de agora.

Gerente de Vigilância em Doenças e Agravos Endêmicos da SES-MT, Alba Valéria Gomes Melo, explica que o avanço se dá porque nos últimos anos pessoas que tiveram dengue, foram pelo vírus em circulação, assim parte da população ainda não está imune a esse sorotipo. Porém, de acordo com a área técnica, existe um risco de reinfecção e do surgimento de casos mais graves, especialmente em crianças.

Com previsões nada positivas para o próximo ano, ela afirma que um trabalho de capacitação foi feito em todos os municípios. Médico do Ministério da Saúde veio até o estado para essa tarefa. Além disso, a área técnica realizou o acompanhamento e orientação no plano de contingência da doença nos municípios. Agora, o alerta é para que a população não deixe de fazer a sua parte. “Todos precisam unir força. Não é um papel apenas do governo, das prefeituras, mas também de cada cidadão que precisa cuidar do seu espaço. Se cada um cumprir com esse papel teremos uma queda significativa no avanço das doenças transmitidas pelo mosquito”.

Como exemplo de um bom trabalho, a gerente cita os municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Na capital, os casos de dengue caíram 67,5% passando de 1.427 em 2018 para 463 esse ano. Em Várzea Grande a redução foi ainda maior 89,4%, passando de 1.533 para 162 casos. “São cidades onde a gestão municipal tem trabalhado junto a população, os moradores estão conscientizados e estamos percebendo os resultados”.

As maiores incidências estão nos municípios menores, que se concentram mais nas regiões do médio Araguaia, médio-norte e sul. Segundo Alba isso acorre porque são cidades com menor número populacional, assim o impacto de casos é maior. Porém, o que preocupa mais são os municípios mais populosos, já que é mais difícil realizar a contenção da doença. “Nos preocupa muito quando uma cidade aparece 4 semanas consecutivas registrando o aumento de casos”.

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

Comentários