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Mãe adotiva diz que Conselho Tutelar nunca visitou criança em Poconé

Os crimes de estupro e tortura cometidos contra Maria Vitória Lopes dos Santos, de 2 anos, que morreu na última semana, levaram a população do município de Poconé (104 km de Cuiabá), onde a situação aconteceu, a questionar a atuação do Conselho Tutelar. Em depoimento à Polícia Civil, Aneuza Pinto Ponoceno, que tinha a guarda da menina afirmou que os conselheiros nunca teriam ido até a casa onde ela e o marido moravam com a criança.

A mulher foi presa na semana passada, na companhia do marido Francisco Lopes da Silva, acusados de maus-tratos, tortura e estupro da menina. Maria Vitória que foi hospitalizada com sinais de violência sexual e traumatismo craniano, não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira (08) no Pronto-Socorro de Várzea Grande.

Durante o interrogatório, Aneuza confessou as atrocidades cometidas pelo marido contra a criança com detalhes. “A criança era estuprada por Francisco semanalmente, pelo menos duas vezes na semana, ocasiões em que a criança chorava de dor e gritava.

Ela admitiu ainda que há dois meses observou que o ânus da criança estava bastante machucado e alargado e que sempre depois dos estupros sofridos pela vítima, no dia seguinte, havia tinha sangue em sua fralda.

A acusada disse ainda que foi agredida e ameaçada pelo marido quando disse que iria contar o que ele fazia e afirmou que nunca teve visita do Conselho Tutelar, depois que recebeu a guarda provisória da menina.

Atualmente o casal está preso e vai responder pelos crimes de tortura, maus-tratos, estupro de vulnerável e homicídio qualificado.

Outro Lado

O Repórter Mt entrou em contato com o Conselho Tutelar de Poconé, onde a conselheira Regina Lucia de Arruda e Silva, uma das responsáveis pelo caso da Maria Vitória, negou as informações feitas pela acusada.

“Nós não fomos negligentes em nenhum momento. Assim que receberam a guarda fomos fazer uma visita, vimos que estava tudo certo, a menina tinha a caminha dela, o guarda-roupa e tudo certinho. Depois de uns três meses pra cá, tentamos ir visitar umas três ou quatro vezes, mas eles nunca estavam em casa, a porteira estava sempre fechada e o telefone sempre desligado”, explicou.

Entretanto, a conselheira ressaltou que nesse período, quando Aneuza vinha para a cidade, sempre levava Maria Vitória para a unidade e que nessas visitas nunca foi constatado nada de errado com a criança.

“Quando ela vinha pra cidade ela sempre trazia a criança aqui na sede do conselho, para quem estivesse de plantão das conselheiras ver a criança. Até a última vez que ela trouxa a menina aqui ela pediu que nós acompanhassemos ela até a farmácia para furar a orelha da criança”, completou.

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