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Lúdio afirma que projeto que proíbe exigência de comprovante vacinal é desserviço a sociedade

Para o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), o discurso de defesa às liberdades é apenas uma forma de dissimular o negacionismo quanto à vacinação contra a covid-19. Nesta sexta-feira (14), o parlamentar teceu duras críticas ao projeto que veta a exigência de comprovante de imunização no âmbito do Estado. 

"Proibir essa possibilidade é um desserviço aos esforços que precisamos fazer de avançar na vacinação da população, porque cria dúvidas e amedontra as pessoas em um momento que o que a gente precisa é informar as pessoas e incentivar as pessoas a se vacinarem", destacou Lúdio, que também é médico sanitarista. 

"A possibilidade de exigência de comprovante de vacinação nos estabelecimentos públicos e privados é algo que está relacionado com a defesa da vida e tem um único objetivo, incentivar as pessoas a se vacinarem", disse.

O projeto de lei, apresentado pelo deputado Gilberto Cattani (PSL), foi aprovado no dia 5 de janeiro. Na ocasião, Lúdio tentou emplacar substitutivo que deixaria a cargo do Executivo as decisões com relação ao passaporte vacinal, conforme já estabelece a legislação. A proposta foi rejeitada ainda na Comissão de Saúde.  

"O nome 'passaporte' faz parecer ser uma coisa extraordinária. Como existe passaporte para viagens internacionais, parece ser um documento que vai limitar a circulação das pessoas. Mas o passaporte sanitário nada mais é do que a comprovação de vacinação. O meu cartão de vacina é meu passaporte sanitário. Por isso, quem é contra a adoção de comprovante de vacinação é, na verdade, contra a vacina, se escondendo por trás desse discurso da defesa da liberdade", defendeu. 

Com relação à segunda votação do projeto, que deve acontecer logo depois do término do recesso parlamentar, o deputado petista garantiu que manterá posição contrária e espera ser acompanhado por mais colegas. "Eu vou manter minha posição contrária e espero que a Assembleia não dê mais uma demonstração negativa com relação a situação dramática que estamos vivendo", completou.

Na última quinta-feira (13), o deputado Wilson Santos (PSDB) sinalizou que tentará convencer o deputado Gilberto Cattani a retirar o projeto. Alguns deputados, segundo ele, devem mudar o voto. 

“Eu vou hoje ainda tentar falar com o deputado Cattani. Vou tentar convencê-lo a tirar o projeto da pauta. Não é momento. É inoportuno tentar uma segunda votação dessa matéria. Eu tenho liberdade com deputado Cattani. Vou propor que ele tire de pauta essa matéria”, declarou o tucano à Rádio CBN.

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