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Jayme Campos diz que vai pegar à unha duplicação da BR-163 e Neri cobra Ministério

Ainda não ocorreu a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Rota do Oeste, a concessionária responsável por trechos da BR-163, com o Governo Federal. Acontece que, sem o acordo firmado, o plano de retomada das obras de duplicação, prevista para março do próximo ano, pode ser, novamente, adiado. Membros da bancada de Mato Grosso, como o senador Jayme Campos (DEM) e o deputado federal Neri Geller (PP), cobraram mais agilidade no assunto que está nas mãos do Ministério da Infraestrutura, liderado por Tarcísio de Freitas.

“Ali está instalado, ao longo dessa BR, um verdadeiro caça-níquel. Daqui a pouco o pedagiamento dela (BR-163) vai ser mais caro que o frete. É roubar o povo”Senador - Jayme Campos

Jayme, que fez críticas duras ao ministro durante evento de assinatura do contrato de concessão da ferrovia estadual, avisou que pretende “pegar à unha” a pauta da duplicação da BR-163, do Trevo do Lagarto até Sinop. A cobrança foi em tom de revolta, após narrar os impasses com o ministro para que a ferrovia estadual fosse, de fato, viabilizada sem entraves.

“Não é possível, ali está instalado ao longo dessa BR um verdadeiro caça-níquel. Daqui a pouco o pedagiamento ao longo dela (BR-163) vai ser mais caro que o frete. É roubar o povo”, afirmou aos mais de 400 presentes no evento na última segunda (20).


A Rota já protocolou no Ministério o plano de ação, ainda em 31 de março deste ano e logo em seguida, em abril, a ANTT deu admissibilidade. Mas somente em julho o Ministério da Infraestrutura deu andamento no caso e iniciou a construção de um Termo de Ajustamento de Conduta, com base no que a própria concessionária sugeriu. Mas até agora ainda não ocorreu a assinatura.

Neri, que já havia reconhecido a demora do Ministério, aproveitou o evento para mandar o recado ao ministro Tarcísio de Freitas e cobrou uma solução.

“Sonhamos há mais de 30 anos com a conclusão da BR-163 e as coisas demoram para acontecer, precisamos ver o avanço para que a duplicação, isso não pode ficar só na conversa, tem que andar”, afirmou.

As obras de duplicação deveriam estar concluídas em 2019, mas estão paradas desde 2016. O problema está em uma série de impasses que vão desde questões empresariais que se agravaram a Odebrecht, aparecer no centro de escândalos de corrupção que vieram à tona com as investigações no âmbito da Operação Lava Jato.

Agora, a saída construída é a substituição da Odebrecht no controle acionário o que deve ocorrer com a entrada da MT Sul, o que ainda não foi confirmado pela empresa.

Outro lado

De acordo com a Rota do Oeste, "a solução para a retomada das obras de duplicação na BR-163, que passa pela para assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), aliada à troca de controle acionário da Rota do Oeste, segue seu rito normalmente na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), atendendo ao cronograma previsto pela Concessionária.

Ao , a empresa ainda explicou que "o processo, inclusive, contou com uma movimentação esta semana, acolhendo algumas recomendações apresentadas durante audiência pública promovida em julho deste ano pela Agência. A Concessionária ressalta que fez a sua parte e compartilha da ansiedade coletiva para um desfecho breve".

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