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Governo estuda privatizar áreas no Pantanal e Chapada dos Guimarães

Reportagem do site The Intecept mostra que o governo do presidente Jair Bolsonaro, por meio do Ministério do Turismo, estuda privatizar áreas de conservação do Pantanal e o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães a ideia é transformar 'cartões postais' do Brasil em atrações turísticas. A reportagem destaca que o próprio presidente é um entusiasta da criação de "Cancúns" brasileira. 

O repórter de Breno Costa do The Intercept teve acesso a documentos que tramitam internamente no Ministério do Turismo e mostram o desejo da privatização dessas áreas. A lista conta com 222 propriedades da União em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal. 

Mato Grosso tem 9 áreas que devem passar para a inicativa privada, além do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, ainda está incluso no projeto a Orla Barão de Melgaço, Orla de Cáceres, Parque Nacional do Juruena (Colniza, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Apiacás), Caverna do Jabuti (Curvelândia), Orla de Santo Antonio de Leverger, Orla de Várzea Grande, Gruta Azul (Nobres), Projeto de Assentamento Rural Coqueiral/Quebó - um assentamento rural (Nobres) e Projeto de Assentamento Rural Carimã (Rondonópolis).

O governo deseja passar essas áreas para exploração do turismo pela iniciativa privada. Para montar a lista, os governos estaduais ajudaram na indicação das áreas ao governo federal. 

Segundo a reportagem, um parque de 135 mil hectares, localizado no Pantanal Mato-grossense estaria entre às áreas que serão repassadas para exploração do turismo pelo setor privado. O repórter destaca que a área em questão tem quase a extensão da cidade de São Paulo (SP). 

Já em em Chapada dos Guimarães, a ideia é de inserir no programa o Parque Nacional. O parque tem uma área de 33 mil hectares e contempla belezas naturais como a cachoeira Véu de Noiva. O Parque foi criado em 1989 e está sob gestão do ICMBio. 

A reportagem destaca que a lista poderá ser maior, já que estados como São Paulo ainda não responderam ao Ministério do Turismo. A matéria destaca que o governo brasileiro segue o que foi feito em Portugal há três anos. 

Aqui no Brasil o programa, segundo a reportagem, é chamado de Revive, e deve conceder à iniciativa privada também prédios históricos que estão abandonados.

Em Portugal, a reportagem destaca que a maioria dos prédio que estão no programa são transformados em hotéis. 

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